segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Olimpíadas: Fabi, do vôlei, sobre Rio-2016: ‘Espero que saiamos orgulhosos como atletas e cidadãos’


Ganhar uma medalha de ouro olímpica é um privilégio. Duas, então, deve ser algo difícil de definir em palavras. Mas a líbero Fabi, da seleção brasileira de vôlei , bicampeã em Pequim-2008 e Londres-2012, ao falar perante o público do seminário “Rio 2016 é Agora”, no Hotel Marriott, em Copacabana, nesta segunda-feira, deu um show de bom humor, exaltou a brasilidade dos atletas e de quem está trabalhando na organização do megaevento e se disse esperançosa de tomar parte dos Jogos , de alguma maneira.

- Como cidadã, acredito muito no potencial de todos nós. Sei que aqui há pessoas capacitadas, e fico orgulhosa de ver os Jogos na minha cidade. Vou estar jogando ou não, mas vou colaborar de alguma forma - declarou a atleta do Unilever.

- Espero que saiamos orgulhosos como atletas, como cariocas e principalmente, como cidadãos brasileiros - disse, muito aplaudida ao exibir para o público a medalha ganha em Londres.

Fabi lembrou da dura campanha na conquista do ouro em Londres, quando a seleção teve de superar momentos difíceis ao longo do torneio, antes de chegar à final com as americanas. Na própria final, o Brasil teve de dar uma lição de superação, ao vencer de virada.

- Demos um exemplo de brasilidade - ressaltou. - Nem o Woody Allen, um diretor de cinema de que gosto muito, talvez tivesse preparado um roteiro com um desfecho como aquele. Podemos não ter a melhor economia do mundo, a melhores condições do mundo, mas temos algumas características. Do início ao fim, acreditamos que poderíamos nos apresentar melhor. Quem primeiro fica triste com uma má apresentação sómos nós. E obviamente nos preocupamos em representar bem o país. Sabemos que a cada quatro anos a mídia e o público julgam a seleção. Ás vezes pegam pesado, mas a gente entende.

Aos 32 anos, Fabi continua jogando, mas já vem pensando também no que fazer quando parar de competir.
Neste sentido, ela está cursando administração de empresas e já fez o curso de treinadores de vôlei nível 1. Preocupada com o futuro das companheiras de seleção e de profissão, observou que das campeãs em Londres apenas três concluíram o ensino médio. Sobre as experiências olímpicas, ela lembrou que Pequim-2008 havia sido um cartão de visitas da China, mostrando estar disposta a dominar o mundo.

- Em Pequim, tudo era monstruoso, e como atletas nós ficamos totalmente impressionados. Eles não falam muito bem inglês, e quando pegávamos táxis, tínhamos de levar um cartão com o endereço (risos) - disse. - Em Londres, fiquei muito feliz. Quase não conheci a cidade, mas as coisas eram muito simples e eficientes. Em Pequim, o lema era Um Mundo, um sonho. E em Londres, Inspirar uma geração. Foi algo muito bacana.

Fonte: Jornal O GLOBO

Nenhum comentário:

Postar um comentário