quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pré-Temporada: Logan Tom, craque da Unilever, está surpresa com o assédio dos cariocas


Logan Tom, 31, anos, estrela da seleção americana de vôlei e um dos reforços mais festejados da Unilever para a temporada 2012/2013, vai aos poucos se acostumando à rotina do Rio de Janeiro. O que ainda causa estranheza à atleta é ser reconhecida nas ruas. Justo ela que já rodou o mundo, atuando na Itália, Espanha, Rússia, Suíça, Turquia, China e Japão, além de ter passado pelo Brasil, em 2003, quando defendeu o Minas Tênis Clube e foi vice-campeã da Superliga.

- Ela é muito tranquila e reservada. Por isso fica desconfiada quando as pessoas a reconhecem nas ruas e a chamam pelo nome. Ao contrário do que acontece por aqui, o vôlei não é popular nos Estados Unidos, país dela - diz Fabi, encarregada de apresentar a cidade a Tom, já que são amigas e velhas conhecidas por conta dos confrontos entre as seleções brasileira e americana. Apesar da desconfiança inicial, a americana reconhece que o calor da população ajuda os estrangeiros que aqui chegam.

- O povo brasileiro é acolhedor, facilitando a adaptação daqueles que vêm de fora - diz ela.

No Rio desde o início de outubro, Tom já foi apresentada ao Baixo Gávea e à praia de Ipanema, além da Urca, onde a Unilever treina. Sempre acompanhada da carioquíssima Fabi.

- O Rio é um lugar muito bonito por sua topografia. Une a montanha à praia. Eu me sinto muito confortável na cidade - revela a atleta, que é a arredia a lugares movimentados. A craque gosta mesmo de acordar cedo e aproveitar o dia.

Completa e equilibrada

Focada ao extremo naquilo que faz, a vice-campeã olímpica em Pequim 2008 e Londres 2012 adora treinar. Nesse sentido, não poderia estar em melhor lugar.

- Já deu pra sentir que o treino aqui é forte. E é bacana perceber que apesar de trabalhar muito, o brasileiro sabe se divertir - analisa Tom, com total conhecimento de causa. Sua avó, dona Roberta, é paulista de Santa Bárbara D’ Oeste, cidade do interior de São Paulo que tem o nadador Cesar Cielo como filho mais ilustre.

Famoso por exigir dedicação e comprometimento dos atletas que treina e comanda, o técnico Bernardinho só tem elogios à nova pupila.

- Ela tem se mostrado colaborativa, atenta e focada em quadra. É o tipo de jogadora que assume e quer responsabilidades, além de ser completa e equilibrada em todos os fundamentos - afirma ele.

Natural de Napa, na Califórnia, Tom serve a seleção americana há pelo menos uma década. Disputou quatro olimpíadas: Sidney/2000, Atenas/2004, Pequim/2008 e Londres/2012. Exímia defensora, passadora e sacadora, levou os Estados Unidos ao tricampeonato do Grand Prix (2010, 2011 e 2012), a terceira mais importante competição do mundo no vôlei feminino. Ela, que descobriu o vôlei aos 14 anos, por diversão, jogando com amigos, já praticou beisebol, basquete e futebol.

No dia 23 de novembro, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, na zona norte do Rio, Tom faz sua reestreia na Superliga, quando a Unilever abre a competição contra o São Caetano, às 19h30. Mesmo não tendo muita informação sobre os adversários, a jogadora espera um torneio competitivo e diz confiar na sua equipe.

- Temos um grande grupo. O Bernardo conta com boas opções para montar o time - diz.

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