sábado, 13 de outubro de 2012

Vôlei Internacional: Kim Yeon Koung continua tendo problemas com seu antigo clube.


Depois de ter sido anunciada pelo Fenerbahçe, o problema com o antigo clube parecia resolvido. Porém a estrela do vôlei mundial Kim Yeon Koung continua a ter problemas com o clube coreano que detém seu contrato. Após mais questionamentos, a Federação coreana concluiu que ela não é uma jogadora livre(não pode negociar sozinha), e sim uma jogadora do Heungkuk Life. 
Isso significa que ela terá de retornar para o Heungkuk Life e jogar mais dois anos para depois ser liberada. A ponteira Kim expressou em seu twitter que desaprova isso. 

Para explicar melhor a história é a seguinte:
A Kim jogou durante 4 anos pelo Heungkuk na Coréia e em 2009 foi jogar no exterior, o que já são 3 anos. Somando 7 anos. De acordo com as regras da Federação Coreana, uma jogadora precisa jogar 6 anos para se considerar livra de agente, porém nacionalmente. O problema é que Kim quer que conte os anos que ela esteve fora, e ainda era jogadora Heungkuk. Já o clube, após o sucesso da jogadora no ano passado, quer obrigá-la a retornar a Coréia e defender o clube por mais 2 anos, sem considerar os anos que ela estava sob contrato deles, mas que jogou fora do país. E isso vem sendo a discustido dos dois nos últimos meses. 
Para poder voltar a Turquia a Kim teve de assinar um acordo com a Federação Coreana e com o Heungkuk Life, onde estava escrito que ela retornaria ao clube por dois anos, porém apenas se a FIVB não desse um parecer favorável a mesma. No entanto, esse documento foi parar na FIVB, que agora acha que como a atleta assinou o documento, ela concordou em voltar, apesar disso Kim diz que o documento não era para ser apresentado oficialmente. Agora a jogadora tenta que convencer a FIVB a mudar de idéia, mas também pensa em outras alternativas.  
Entrevista na integra:


Essa a entrevista dela em Coreano, foi traduzida para inglês por esse blog: http://yeon-koung-fan.blogspot.it/2012/10/121012-radio-interview.html
 
Entrevistador: Kim Yeon-koung você está ai?
Jogadora:  Ah sim, olá.
 
Entrevistador: Já são quase três horas da manhã ai. Está difícil dormir esta noite, não é? 
Jogadora: Sim, eu não consigo dormir. Todo dia as coisas continuam a acontecer, então por ouvir isso Eu não tenho dormido muito.
 
Entrevistador: Eu acho que temos que explicar aos telespectadores o que está acontecendo agora. Primeiro você assinou um contrato com o Heungkuk Life em 2005.   
Jogadora: Sim.
 
Entrevistador: Você jogou nacionalmente por 4 anos, então a partir de 2009 jogou internacionalmente por meio de empréstimo por 3 anos num total de 7 anos.   
Jogadora: Sim.
 
Entrevistador: O problema é se isso qualifica ou não você a virar uma jogadora livre, não é?  
Jogadora: De acordo com as leis nacionais, ainda haveriam dois anos. Não há nenhuma clausula que diga que isso inclui os periodos de empréstimo. Por isso, conversamos com a FIVB se quando estou no exterior fico ou não livre. 

Entrevistador: Então, se a condição é que você precisa para jogar em um clube durante 6 anos para se tornar livre, de acordo com a lei internacional isso inclui jogar nacionalmente e internacionalmente, porém de acordo com a regulamentação coreana somente jogar nacionalmente conta. É assim certo?   
Jogadora: Sim, está certo. É assim mesmo.
 
Entrevistador: Então Heungkuk está dizendo que: "Nós contamos apenas a parte nacional, por isso não podemos deixar você ir!"   
Jogadora: Sim. Porque disseram que na Coréia eles seguem as leis locais, que é o que estão pensando
 
Entrevistador: Então isso estava acontecendo paralelamente por um tempo, e com nesse tempo você jogou as Olimpíadas e ganhou o prêmio de MVP e depois de tudo isso a federação coreana de vôlei entrou em cena como mediadora.
Jogadora: Sim.
 
Entrevistador: E então a KVA, Heungkuk Life e você juntos escreveram um acordo?    
Jogadora: Sim.
 
Entrevistador: Qual é o conteúdo desse acordo?   
Jogadora: Bem,  havia algo sobre voltar para o Heungkuk após 2 anos, mas se a FIVB tomasse a decisão, dizia que seguiriamos essa decisão.
  
Entrevistador: Estou te ouvindo.  
Jogadora: Quando estavamos falando sobre isso, nós fizemos uma promessa de que esse documento não seria usado oficialmente. E não era para eles terem usado, porém Heungkuk e KVA enviaram esse para a FIVB, e depois que a FIVB viu, os concluiram que o jogador estava concordando. Então a pobre decisão saiu.
 
Entrevistador: Assim, à primeira vista, esse acordo mediado parece mais favorável ao Heungkuk, mas a razão pela qual você assinou era porquê alguma coisa viria depois? O que aconteceu?   
Jogadora: Nessa situação, eles disseram que não me mandariam para a Turquia. No entanto eu precisava voltar para a Turquia para treinar, já que tenho um contrato com o Fenerbahçe. E a equipe estava me falando para voltar rápido, porém a verdade é que não podia ir. Então para fazer isso, eu tive que assinar esse acordo e ir. Esse era o último recurso...

Entrevistador: Então se tivesse esperado, você não poderia voltar para a Turquia pois tinha que jogar logo, pois o campeonato deles estava começando, e como era uma coisa provisório, não um contrato "completo", você assinou isso.  
Jogadora: Sim, não era "completo", e eles disseram que não seria utilizado oficialmente, então assinei ele.
 
Entrevistador: A associação fez uma promessa de não usar isso oficialmente. Para não expor isso.   
Jogadora: Sim. Quando falamos com a FIVB, nós não conversamos sobre isso, só falamos sobre os regulamentos coreanos, para ver se sou ou não livre, questionar isso...
 
Entrevistador: Sim.   
Jogadora: Eu acreditei nisso e achei que eles só fariam isso. Porém Heungkuk ou a Federação souberam que se eles não apresentassem o acordo eles perderiam, então um dos dois apresentou.
 
Entrevistador: Então a situação estava ficando complicada, por isso você fez um acordo provisório, e quando a FIVB interpretou ele, você pensou que seria derrubada, não é?    
Jogadora: Sim, apenas de acordo com os regulamentos, eu deveria ganhar.
 
Entrevistador: De acordo com os regulamentos internacionais...
Jogadora: Nós falamos com a FIVB até hoje. E eles disseram que de acordo com os regulamentos o correto é que eu estou livre. Porém depois de ver o acordo, disseram que por causa da assinatura do acordo, eles mudaram de idéia.

Entrevistador: Então, esse acordo temporário era apenas para adiar a situação, Como ele foi enviado para a FIVB?
Jogadora: Sinceramente estava um pouco confusa. Eu não sabia se ele foi enviado ou não. Para não expor o documento a associação deveria ter uma cópia.
 
Entrevistador: Nos explique melhor sobre isso.   
Jogadora: Para não expor o documento, nós fizemos apenas uma cópia que estava com a deferação. O fato de eles terem mandado o acordo fez com que eu me sentisse para baixo e perplexa.
 
Entrevistador: Agora você retornou ao seu clube, porém escutei que você não pode jogar.
Jogadora: Está correto. O campeonato mundial começa dia 15 no Catar. Se eu não conseguisse o certificado Internacional de transferência até amanhã(sexta-feira) não poderia jogar. (A jogadora não irá jogar.)
 
Entrevistador: O que você está tentando fazer para conseguir esse certificado?
Jogadora: Nós queremos perguntar a FIVB se não aparecesse o acordo provisório o que aconteceria? Eu estaria livre?
 
Entrevistador: Por favor explique de novo, porém agora sem falar sobre o acordo.   
Jogadora: Nós precisamos falar do novo com eles e tentar conseguir a autorização. 
Então você está dizendo que você vai pedir uma reconsideração. 

Entrevistador: Se, por uma pequena chance, as coisas não derem certo, você está pensando nessa situação?  
Jogadora: Agora, existe uma chance do Fenerbahçe desistir de mim. 

Entrevistador: Mesmo você estando na Turquia?
Jogadora: Eu realmente não sei. Por agora, voltar a ter foco e jogar vôlei será dificil, eu fiquei muito machucada emocionalmente.
 
Entrevistador: Aposentadoria, está pensando nisso? 
Jogadora: De certa forma, até mesmo considerar uma aposentadoria na Coréia, é um período importante para mim.
 
Entrevistador: Os internautas e fãs estão muito irritados também, e estão dizendo que você deveria se aposentar da Coréia e ir para a Turquia, e crescer mais como jogadora. 
Jogadora: Eu não pensei em tirar outra cidadania ou coisas do tipo ainda. Porque eu sou coreana e eu amo a Coréia. Porém até agora, eu joguei na seleção, trabalhei duro e quando eu pensei que a federação não fez nada por mim,
isso é muito chato.

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