sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Especial Superliga: Nalbert abre série dos grandes personagens da história


No dia 23 de novembro, entra em cena a 19ª edição da Superliga, principal competição do voleibol brasileiro. Nesta já longa trajetória, inúmeros personagens com muita história para contar. E o primeiro a relatar sua experiência nesta série especial que se inicia hoje é Nalbert, que disputou nada menos do que seis temporadas da Superliga.

O curioso é que as edições que ele guarda com mais carinho são justamente a primeira (1994/1995) e a última (2004/2005) das quais participou. E, no caso, não tem como ele não começar pelo fim ao entrar nesse túnel do tempo. Afinal, sua despedida foi com chave de ouro, literalmente.

- Com certeza, a maior lembrança que eu tenho da Superliga foi a última que disputei. Depois de cinco temporadas fora do Brasil, o Banespa, mesmo clube que me deu uma grande oportunidade no início da carreira, me repatriou, em 2004, e acabei campeão na minha despedida. E que série final foi aquela contra o Minas! - exclamou.

Nalbert se refere à decisão entre Banespa/Mastercard (SP) e Telemig Celular/Minas (MG). Foi preciso um quinto jogo, em um Mineirinho lotado, para definir o campeão daquela edição. E quis o destino que o jogador que defendeu todas as seleções brasileiras por 17 anos conquistasse aquele título.

- E nem éramos apontados como favoritos no início da competição. Conseguimos ganhar aquele título com um time de garotos. Tinha o Filipe, hoje no Sada Cruzeiro, o Rivaldo, hoje no Medley/Campinas... Eu estava com 30 anos. Depois de mim, o mais velho tinha 24. Os demais, 21 ou menos, praticamente todos revelados pela peneira do Banespa. Fechamos aquela série final em 3 a 2. Que despedida!

E foi o Banespa, como o próprio Nalbert ressaltou, que o tirou do Minas, em 1994, para a disputa da primeira Superliga da história. Uma época gloriosa do voleibol brasileiro, dois anos depois da conquista da inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona. Nesta fase, inclusive, em 1993, o garoto Nalbert era convocado pela primeira vez para a seleção adulta.

- O que mais me marcou naquela primeira Superliga foi a volta dos chamados Golden Boys (meninos dourados) para o país, num projeto do Banco do Brasil. Maurício e Marcelo Negrão vieram jogar no Olympikus/Telesp; o Giovane, no Palmeiras/Parmalat; o Tande, no Flamengo/Petrobras; o Carlão, no Frangosul/Ginástica... E, com o retorno dessas feras todas, o campeonato foi super divulgado e badalado - comentou.

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