quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mari concede entrevista para jornal O Dia Online



No dia 4 de novembro foi publicada uma entrevista da nossa querida Mari no site O Dia Online. Ela conta como foi sua chegada ao Fenerbahçe, como foi recebida pela comissão técnica e pelas jogadoras, se pensa em voltar pra seleção, entre outras coisas!!!  Segue abaixo a entrevista na íntegra:

Como foi a sua chegada ao Fenerbahce?
Mari: Fui muito bem recebida. Todos foram muito atenciosos em relação a mim. Desde a comissão técnica até as jogadoras. Todos procuraram fazer com que me sentisse o mais em casa possível.

Como tem sido a adaptação à vida na Turquia? Você tem tido alguma dificuldade?
Tenho me adaptado bem, melhor do que esperava. A comida é muito boa e as pessoas são queridas. A estrutura do time é fantástica. O país é maravilhoso, tem tudo necessário para se viver bem.

Em quase dois meses morando em Istambul, você já conseguiu passear pela cidade e conhecer algum lugar? 
Já foi a algum jogo de futebol do Fenerbahce?Embora já esteja aqui há quase dois meses, não tive muito tempo para conhecer os lugares. Tanta coisa para resolver que os dias passam e acabo não conhecendo. Mas, numa folga, fui ao Grande Bazar e ao lado europeu conhecer algumas ruas legais. No jogo, ainda não deu para eu ir, mas quero ir, com certeza!

O que mais pesou na sua decisão de ir jogar no Fenerbahce?
Sempre gostei desse time. Já tive propostas em anos anteriores, mas nunca calhava de dar certo. Neste ano, tudo deu certo. Mas o que mais pesou foi que, em determinado tempo, senti vontade de algo diferente. Meu feeling me diz que tem algo de bom aqui.

Qual a avaliação que você faz da participação do Fenerbahce no Mundial de Clubes, com a conquista da medalha de bronze? O que está achando da experiência no vôlei turco?
Neste momento, não tínhamos condições de fazer mais. Fizemos o nosso melhor. O time está em formação, nunca jogamos juntas na vida. A Paula e eu ainda estamos num processo de adaptação e voltando a treinar. Ela ficou um mês parada e eu dois. Além disso, estávamos sem a Kim, que é a melhor jogadora do time. Ainda temos muito a crescer e evoluir. Quanto ao Campeonato Turco, percebi que é bem forte, com times muito bons. Estou gostando de estar aqui.

Como você está fisicamente? Você conseguiu se recuperar completamente da tendinite no ombro direito e das lesões na região lombar e no joelho esquerdo que lhe atrapalharam na última temporada?
Eu me sinto muito bem em relação a isto! Sem dor nenhuma impossível. A vida do atleta de alto nível tem dor em todos os momentos; não podemos chegar em um limite insuportável, como às vezes acontece. Agora estamos focando na parte física, com trabalhos de força e potência, que o time está precisando neste momento. Acho que, a partir do terceiro mês, já vamos começar a colher bons frutos desse trabalho. Começo de temporada é sempre mais difícil para todo mundo.

Você chegou a acompanhar os jogos da Seleção feminina na Olimpíada de Londres? Como foi ficar apenas no papel de torcedora? Você costumava falar com as jogadoras que estavam em Londres?
Não falei muito com ninguém, acho que não era o momento! Não fiz papel de torcedora porque não consegui assistir a muitas partidas. Apenas, às vezes, na academia, quando eu estava malhando. Mas é óbvio que torci para que elas fossem bem, esse sempre foi nosso sonho nos últimos quatro anos e eu jamais mudaria de ideia, mesmo tendo sido cortada.

Aos 29 anos, você pensa em voltar para a Seleção e disputar os Jogos do Rio, em 2016?
No momento penso no Fenerbahce. Uma coisa de cada vez. Seleção ainda não penso.

Você já revelou algumas vezes o desejo de jogar na praia. Você ainda pensa em migrar para o vôlei de praia depois dessa temporada no Fenerbahce?
Ainda não sei quando será o momento ideal para migrar para o vôlei de praia. Tem que ser tudo muito favorável. Mas se tudo for favorável, como parceira, questão financeira, estrutura, eu gostaria, sim, de tentar. Quando ainda não sei. Por enquanto, a cabeça está aqui. Quero fazer o meu melhor e fazer história nessa equipe.



Fonte: O Dia Online e http://www.mariannesteinbrecher.com.br

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