quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Outros: Bruninho defende Bernardinho: 'Não podem duvidar da ética dele'


Quando Bruninho foi convocado para fazer parte da seleção brasileira masculina de vôlei no Panamericano de 2007, ele não imaginava a sucessão de polêmicas que estava por vir. Seu pai, Bernardinho, era o treinador da equipe e logo os rumores de que ele estaria sendo beneficiado surgiram, apesar dele ter sido eleito o melhor levantador das temporadas  2005/2006 e 2006/2007 da Superliga. Na temporada seguinte (2007/2008) ele manteve o título.
O tempo passou, e ele mostrou em quadra o talento que o fez continuar e se tornar, na opinião do treinador, um dos jogadores chave para a conquista do ouro olímpico em 2016. Por isso, Bernardinho chegou a revelar que tem vontade de deixar o comando da equipe para não prejudicar nem o filho e nem a seleção. Para Bruninho, essa é uma atitude extrema que não deveria acontecer (assista ao vídeo).
- Eu acho um pouco forte essa declaração. Ele nunca será prejudicial enquanto ele tiver essa paixão pelo vôlei, por dirigir a seleção. Acho que isso aconteceu mais no início: "é filho dele, vai ser beneficiado". Essas coisas mexeram muito com ele e comigo também. Foi bem complicado no início, mas com as conquistas que aconteceram durante esses anos de trabalho, as pessoas viram que não era por ai. As pessoas não podem duvidar da ética, do profissionalismo dele. Isso que me deixava chateado.
Diferentemente do que a maioria das pessoas pudesse achar, a cobrança do treinador sobre o levantador era grande no início. Bernardinho, conhecido por sua irritação com os erros de seus jogadores, não deixava Bruninho relaxar e para o filho, essa pressão ajudou a amadurecer os laços entre eles.
- A nossa relação profissional está muito mais forte. No início eu não entendi por que ele pegava tanto no meu pé, mas depois eu vi que ele faz isso com os mais novos. Sinto que hoje temos uma relação muito mais profissional. Até quando estamos na seleção, por mais que a gente passe muito tempo juntos, a relação é jogador e técnico. É bem separado.
Mas, se nas quadras a relação entre técnico e jogador é tão restrita, fora delas, o filho aproveita as mordomias da casa do pai. Tanto que seu companheiro de seleção Murilo pediu para que Bruninho revelasse como faz para lavar a roupa suja.
- Vou confessar que quando vou almoçar na casa do meu pai eu deixo as roupas sujas lá ou mando para a lavanderia.
Com uma rotina de treinamentos, nem sempre é possível realizar todas as tarefas domésticas, é verdade. Ainda mais no início de im ciclo olímpico. Bruninho sonha com a medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Esse é seu principal objetivo no momento.
- O ouro olímpico que eu bati na trave duas vezes, é uma obsessão. Por isso fiquei mal quando perdemos (em Londres). Mas já estou pensando na próxima competição. Vai ser um ciclo complicado, muitas seleções com times novos, Russia, Polônia, Itália, Argentina, Cuba.

Fonte: http://sportv.globo.com

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