sábado, 29 de dezembro de 2012

Outros: Fabi, a bicampeã olímpica da Unilever, quer estudar e conquistar a Superliga em 2013


Surpreendente e de superação. Assim a líbero da Unilever Fabi, de 32 anos, descreve 2012. Ano em que conquistou o suado bicampeonato olímpico, em Londres. Carioca da gema, ela aguarda a chegada de 2013 feliz e, mais do que nunca, vitoriosa. Mas não pense que suas metas param por aí. Há oito anos defendendo a Unilever, time pelo qual se sagrou cinco vezes campeã da Superliga, a "gigante" de 1,69m quer mais. Muito mais. Entre seus planos para o novo ano, estão o início do curso de Administração de Empresas, e a conquista de mais um título da Superliga com a equipe do técnico Bernardinho.

Seleção? Sim, ela quer continuar defendendo as cores do Brasil.

- Nos próximos quatro anos, viveremos intensamente dois grandes eventos, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. O Rio vai respirar esporte. E eu pretendo participar de tudo isso diretamente. Particularmente, tenho o desafio de testar diariamente meus limites, meu corpo. Quero estar bem para continuar na Seleção. Como quem se convoca é o próprio jogador, espero fazer uma boa temporada no clube, que é uma vitrine para estar entre as representarão o Brasil no Rio - confessa, Fabi, que iniciou sua carreira no Flamengo e sempre defendeu equipes cariocas.

Livro e tatuagens

Pensando mais no futuro, Fabi pretende escrever um livro, ainda sem previsão de publicação. Para tal, ela vem arquivando informações pessoais nos últimos quatro anos.

- Guardei muita coisa escrita ao longo desse tempo. A ideia ainda é embrionária, mas quero publicar um dia - revela.

A conquista do bicampeonato olímpico será parte importante dessa narrativa.

- Tudo o que vivi na Vila Olímpica, as conversas, as crenças, a convivência, me fez sair dali fortalecida. Mas nada mudou em minha vida, não faço nada diferente. Continuo brincando com o jornaleiro, cumprimentando os seguranças da rua, frequentando os mesmos lugares - afirma Fabi.

Em família, a jogadora viveu em 2012 a alegria da chegada de um novo sobrinho, Manuel, o segundo filho de seu irmão Maurílio. Com os pais, João Maurílio e Vera Lúcia, manteve a mesma cumplicidade, apesar da distância.

- Foi um ano intenso, complicado de convivência. Estar com eles no Natal foi bom demais. O importante é que todos se sentem parte de minhas conquistas. Desde 2008 só tenho a agradecer. Não me sinto no direito de pedir nada para ninguém. Nem a Papai Noel - brinca. Quanto ao Réveillon, pretende passar na sua casa, cercada de amigos.

Para caracterizar sua fé, fez sua 13ª tatuagem em 2012, dessa vez, com a palavra "faith". Mas ela, segundo suas próprias palavras, pretende contrariar o ex-técnico de futebol Zagallo, fã do número 13, e fazer mais uma:

- Não vou parar nas 13. Agora quero uma tatuagem em homenagem ao Rio.

Agregadora

Em sua 15ª Superliga, Fabi classifica a edição 2012/13 como uma das mais equilibradas.

- Nas primeiras rodadas do turno já não havia invictos. Osasco, atual campeão e nosso primeiro adversário após as festas de fim de ano, leva vantagem pelo elenco e pelos recentes títulos conquistados. Temos a responsabilidade de quebrar essa hegemonia e sabemos que não será nada fácil - avalia.

Para Fabi, a atual Superliga tem uma característica bem interessante no aspecto humano.

- Na Unilever, estamos tendo a oportunidade de conviver com duas jogadoras estrangeiras. O carioca é um povo solícito. Tenho tentado ser assim com elas - diz , referindo-se à americana Logan Tom e à canadense Sarah Pavan - Na verdade, tenho o espírito jovem, passei a infância na rua fazendo amizades. Sou agregadora, busco no trabalho uma convivência bacana para a vida.

Mas o fato é que Fabi não precisa fazer muito esforço para ser querida. A meio-de-rede Valeskinha, que esteve ao lado de Fabi na conquista do ouro olímpico em Pequim (2008), explica o motivo.

- Ela é dinâmica, está sempre brincando, imitando alguém da equipe. Descontrai qualquer ambiente e ninguém escapa dela - resume.

O próximo compromisso de Fabi e da equipe Unilever na Superliga, após as festas de fim de ano, é contra o Sollys/Nestlé, dia 11 de janeiro, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio, às 21 horas. O jogo é válido pela nona e última rodada do turno. A Unilever segue em segundo lugar na classificação, atrás do Sollys, ambos com 20 pontos (sete vitórias e uma derrota). O desempate é no set average. Em caso de vitória, a Unilever poderá ser a nova líder da competição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário