quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Superliga Feminina: No Clássico dos clássicos, Rio bate Osasco em casa e garante liderança da tabela

Sob os olhares de celebridades do esporte incluindo Marrin Maggi, um duelo à parte de outras duas medalhistas de ouro levantou os 4.200 torcedores que encheram o ginásio do Maracanãzinho, nesta noite de sexta-feira. No reencontro de Natália e Sheilla contra suas ex-equipes, a atacante do Rio de Janeiro levou a melhor sobre a oposto do Osasco. De virada, o time de Bernardinho superou as atuais campeãs e venceu por 3 sets a 2, parciais de 18/25, 25/21, 25/23 e 14/25 e 15/8, pela última rodada do primeiro turno da Superliga Feminina. De quebra, a equipe de Natália chegou aos 22 pontos, roubou a liderança de Sheilla e companhia, que têm 21, e fez as rivais caírem para o terceiro lugar. 

A levantadora Fofão, do Rio de Janeiro, foi eleita a melhor jogadora em quadra. Prestigiando o jogão na arquibancada, além de Maurren Maggi, estiveram a musa do vôlei de praia Mari Paraiba, Carol Gattaz e Demétrius e Dedé, do time de basquete do Limeira.
Provocada pela torcida do Osasco, que estendeu uma faixa ironizando a oposto do Rio de Janeiro, que durante a semana disse não conhecer bem o adversário, Sarah Pavan começou o jogo com sua canhota calibrada. Foi dela o primeiro ponto do confronto. Jaqueline deu o troco e fez dois para colocar as visitantes em vantagem. Mas a oposto canadense estava inspirada e foi a melhor opção da levantadora Fofão até os 8/7 da primeira parada técnica.
Rio de Janeiro e Osasco (Foto: Alexandre Arruda / CBV)Jogadoras do Rio comemoram ponto sobre Osasco (Foto: Alexandre Arruda / CBV)

O jogo era lá e cá, e as duas equipes se alternavam no marcador. Se Sarah praticamente não errava de um lado, as campeãs olímpicas Sheilla e Fernanda Garay entraram no jogo e ajudaram as visitantes a abrirem 16/14 no segundo tempo técnico. A pequena folga do rival no placar perturbou o time de Bernardinho, que passou a errar demais na recepção. Melhor para as atuais campeãs, que abriram cinco pontos, não deixaram mais o Rio de Janeiro encostar e fizeram 25/18.
O segundo set até começou equilibrado, mas o time carioca continuava passando muito mal. Do outro lado, com a bola na mão, Fabíola distribuía como queria o ataque paulista, e rapidamente o time de Osasco abriu quatro pontos (11/7). Com Logan Tom em noite apagada, Bernardinho colocou em quadra a jovem Gabi. Cheia de personalidade, a atacante de 18 anos virou a primeira bola, ganhou moral e incendiou o jogo.
Fofão, vôlei, Rio de Janeiro e Osasco (Foto: Alexandre Arruda / CBV) 
Fofão foi eleita a melhor em quadra na vitória do Rio
sobre o Osasco (Foto: Alexandre Arruda / CBV)

A vantagem do Osasco virou pó, e as donas da casa fizeram 12/11, obrigando Luizomar a parar o jogo. O pedido de tempo adiantou, e a equipe paulista voltou a ficar na frente (14/12). Mas o Rio continuava melhor. Com o passe na mão de Fofão, o ataque carioca voltou a funcionar e a vantagem mudou de lado novamente. Desta vez, definitivamente. Após 28 minutos, as donos casa deram o troco e fizeram 25/21.
Como nos dois sets anteriores, o Osasco começou melhor e abriu 4 a 1 na terceira parcial.  A vantagem paulista, no entanto, sumiu num piscar de olhos. O Rio se aproveitou de um descontrole no passe do

Osasco e virou para 7/6. Daí em diante, a parcial foi disputada lá e cá até o décimo ponto. Mas com novo apagão do time paulista, o Rio abriu 17/13. Na mesma hora, Luizomar parou o jogo e trocou a levantadora Fabíola e a oposto Sheilla por Karine e Ivna, respectivamente. As mudanças surtiram efeito, e o atual campeão tirou a diferença e passou à frente: 21/20. Mas mal dava tempo de respirar. E foi num piscar de olhos que a equipe carioca retomou a vantagem e venceu por 25/23.
A vitória de virada no terceiro set parece ter relaxado demais o time do Rio. A equipe carioca começou a quarta parcial de forma sonolenta e viu o Osasco tomar conta do jogo. As atuais campeãs abriram rapidamente uma diferença de nove pontos e só precisaram administrar a vantagem para vencer por 25/14, levando o jogo para o tie-break.

Bernardinho chamou a atenção das suas jogadoras, que entenderam o recado. Depois do massacre no quarto set, o Rio voltou para o tie-break com "sangue nos olhos". A líbero Fabi fez duas defesas incríveis num rally que terminou com a virada de Gabi e 3/1. Sarah Pavan bloqueou Fê Garay e aumentou a diferença. Luizomar pediu tempo, mas Pavan e Natália continuavam virando todas as bolas. Mas quem apareceu novamente para fazer 11/5 foi Fabi. Sem poder atacar, ela marcou ao passar a bola de manchete. E foi num ataque de Gabi que o Rio de Janeiro decretou a vitória diante de sua torcida (15/8) e o título do primeiro turno.

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