quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Vôlei de Praia: Na praia, Mari Paraíba deve jogar com Fernanda Berti no segundo semestre


Por enquanto, Mari Paraíba ainda dá os primeiros passos na areia. Em adaptação ao novo piso e à maior exigência física do vôlei de praia em relação à quadra, a ex-ponteira ainda faz trabalhos de base, sem saltos. Apesar de a estreia não ter data marcada, a jogadora não precisará se preocupar em buscar uma parceria quando tiver condições de estrear. No segundo semestre a musa deve jogar ao lado de Fernanda Berti, que migrou para a praia há cinco meses e treina com a mesma comissão técnica.

Fernanda Berti foi recrutada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e deixou o Vôlei Futuro para migrar para a areia em um projeto que buscava trazer jogadoras altas da quadra. Mari seguiu o mesmo caminho mas, por enquanto, tem apenas o Instituto Superar como patrocinador. O contato com a mesma comissão técnica foi feito através do amigo Alexandre Peres, que trabalha com o treinador Ednílson Costa. Ed, como é mais conhecido, buscou maiores informações sobre a paraibana com ex-técnicos da quadra, e agora trabalha para deixá-la apta para competir em torneios Challenger, disputados no Brasil no meio do ano enquanto as principais parcerias do país estão jogando o Circuito Mundial.

- Conversamos com a Mari, buscamos informações de vários treinadores que trabalharam com ela e pensamos: como estamos fazendo esse trabalho da seleção, trazendo jogadoras do indoor, porque não adaptá-la a esse esquema? Ela tem experiência, mas também é nova (26 anos) e não tem nenhuma lesão. Fizemos exames, e ela está ótima. Leva tempo para fazer essa adaptação porque é um trabalho de base específico, até para ela conseguir andar na areia. A Fernanda está bem à frente dela. Nosso objetivo é botar as duas juntas no segundo semestre. Por enquanto é só treinar, treinar, treinar - disse Ednílson.

Atleta do Minas na edição de 2011/2012 da Superliga feminina, Mari Paraíba perdeu parte dos playoffs devido a uma lesão crônica no joelho esquerdo. Pela televisão, assistiu à derrota do clube nas semifinais da competição e, em setembro, oficializou a aposentadoria das quadras ao não renovar seu contrato. Sem a mesma alegria de antes para jogar, decidiu investir na carreira artística até decidir, em dezembro, tentar a sorte nas areias. No dia 2 de janeiro, iniciou os treinos “zerada” fisicamente.

- Como tenho uma cirurgia no joelho, eles (comissão técnica) estão indo devagar, querem reforçar minha perna primeiro. Eu fiz os exames que pediram, fui no Fiapo (como é conhecido o fisioterapeuta Guilherme Tenius, que trabalha com o time feminino do Rio de Janeiro e a seleção masculina) e no doutor Ney (Pecegueiro do Amaral, médico da seleção), e eles falaram para fortalecer a perna. O impacto na areia é muito menor, e isso pode ajudar. No ano passado senti uma fisgada, bem na reta final da Superliga e foi bem doloroso. Queriam que eu jogasse, mas eu ficava com medo. Eu não treinava, não conseguia malhar. Foi bem sofrido. Ainda joguei um jogo na raça, mas realmente não dava. Agora estou sem dor – disse a musa.

Fonte: GloboEsporte

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