sábado, 30 de março de 2013

Superliga: Amanda e Régis: as veteranas em finais da Superliga pela Unilever



Régis nasceu em Piracicaba (SP). Amanda é natural de Recife (PE) e foi criada em Natal (RN). Em comum, o fato de serem as únicas jogadoras da Unilever que integraram o time nas últimas oito finais da Superliga, todas contra o Sollys/Nestlé, o mesmo adversário da decisão do próximo dia 7 de abril, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Juntas desde 2004, no Rio de Janeiro, elas têm no currículo cinco dos sete títulos da equipe carioca na competição. Mas garantem, no entanto, que cada temporada tem um gostinho especial.

Praticamente "cariocas" pelo tempo em que vivem na cidade, ambas gostam do desafio de chegar a mais uma decisão. "Já conhecemos bem o time de Osasco e elas também nos conhecem bastante. Os nossos jogos na fase classificatória foram equilibrados. São adversárias difíceis, mas confio no treinamento e na união de nosso grupo", comenta a ponteira Régis, que, nesta temporada, se destacou também na posição de oposta, como na primeira partida da semifinal contra o Sesi-SP, quando entrou no lugar da canadense Sarah Pavan e ajudou o time a vencer de virada.

"Durante todo esse tempo, aprendi muito na equipe. E sei que ainda posso evoluir, principalmente na recepção. Fico feliz de estar podendo ajudar o time em momentos de dificuldade", diz Régis, agora falante e brincalhona, diferente de nove anos atrás, quando era tímida e morria de medo do técnico Bernardinho. "Eu não falava nada. Não falava com ele. Recebia uma bronca e chorava", recorda-se, às gargalhadas, a jogadora de 26 anos e 1,90 m.

Já Amanda, que foi a protagonista da segunda partida da semifinal, contra o mesmo Sesi-SP, quando entrou pra sacar e resolveu principalmente o segundo set, conta que o frio na barriga é inevitável na hora de uma final. Mas, particularmente, já consegue lidar melhor com todo o processo que envolve a fase decisiva da Superliga. "Cada grupo é único, reage de forma única. Cada temporada é diferente. Eu, com o passar dos anos, fui amadurecendo. Hoje já consigo passar um pouco da minha experiência e da minha história para as mais jovens. Estou aprendendo a ensinar", diz, com orgulho, Amanda, de 24 anos.

Ela foi contratada pela Unilever aos 16 anos, ainda mais nova que a atual caçula da equipe, a ponteira Gabi, de 18. "Quando cheguei era uma adolescente, estava no colégio. Hoje sou uma mulher formada. A comissão técnica do time acompanhou minha evolução em quadra e na vida. Eles sempre souberam me elogiar nas horas certas. Brigar nas horas certas. Há um convívio sincero", avalia a jogadora, que acaba de se formar em Administração de Empresas.

Dona de um saque balanceado, Amanda, de 1,82 m, costuma entrar nas partidas da Superliga em momentos difíceis com o objetivo de quebrar a recepção do adversário e, se possível, marcar pontos diretos para sua equipe. "O mais importante é entrar de forma positiva, transmitir uma energia boa para as meninas em quadra, já que, muitas vezes, a situação da partida está complicada. Quando consigo efetivar o ponto é ainda melhor".

Final inesquecível

Quando o assunto é a final mais emocionante contra Osasco, Régis e Amanda, que já dividiram apartamento por vários anos no Rio, concordam: a de 2005/06, no ginásio do Caio Martins, com uma vitória da Unilever por 3 sets a 0, no quinto jogo da série melhor de cinco. "Fiquei sabendo no vestiário que iria jogar. Fui bem e, na partida, tive uma boa sequência no saque", lembra Régis. "O time de Osasco teve a chance de fechar a série em 3 a 1. Levamos para o quinto jogo e vencemos. Foi incrível", completa Amanda.

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