segunda-feira, 11 de março de 2013

Superliga Feminina Semifinal: Osasco faz set de 25 a 10 e bate Campinas em casa

A leveza era clara. A vontade também. O peso da pressão, o Campinas deixava para o Osasco carregar. E foi complicado. Ao menos no primeiro set. Ali, diante de sua torcida, as atuais campeãs da Superliga viam as comandadas do técnico José Roberto Guimarães sair na frente no primeiro jogo da semifinal. Mas não se abateram. Trataram de colocar a cabeça no lugar e o sorriso no rosto não demorou a aparecer. Ele só ficou tímido na reta final do último set, quando as adversárias acordaram e voltaram a dar trabalho. Nada que não pudesse ser controlado pela equipe de Sheilla que, neste sábado, venceu o confronto por 3 sets a 1 (parciais de 22/25, 25/10, 25/16 e 25/20), com 19 pontos dela.

A segunda partida da melhor de três será disputada na sexta-feira, às 21h, em Campinas. Se voltar a vencer, o Osasco garantirá seu lugar na decisão.
- No primeiro set, a gente errou muito e deixou elas ditarem o ritmo. A série é muito dura, é assim mesmo. E a gente tem que confiar que vai dar certo - disse Fê Garay.

thaisa osasco x campinas (Foto: Fabio Rubinato/AGF)           Thaisa vibra muito durante a vitória do Osasco sobre o Campinas neste sábado
 
O jogo
Ramirez e Pri Daroit não perdoavam. Viravam as bolas e levavam preocupação para as anfitriãs. O Campinas começou a partida impecável, abrindo 10/7, após um erro de recepção de Fê Garay. Mas Sheilla não gostou nadinha e resolveu mostrar quem mandava ali.  Pediu bola, colocou no chão, fez ponto de bloqueio simples, incendiou o time e a virada veio: 11/10. Foi a senha para Zé Roberto parar o jogo. A bronca não surtiu muito efeito. O time tinha dificuldades no passe e o Osasco aproveitava para fugir no placar: 14/11. Só que as donas da casa cometeram erros em sequência e permitiram que as visitantes retomassem o comando do marcador. E dali em diante, não olharam mais para trás.  Apesar da aproximação perigosa na reta final do set, quando Osasco marcou três pontos seguidos e ficou a um do empate, Vasileva estava lá para frear a reação. Walewska estava lá para parar Jaqueline no bloqueio e fazer 1 a 0: 25/22.
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O Osasco ficou mordido, queria jogo. Fê Garay fazia sua parte para isso e bem. No embalo dela, a equipe fez 11/6. As comandadas de Luizomar de Moura subiram de produção. O Campinas sofria no passe e parou em quadra. Não conseguiu passar dos 10 pontos. Dificuldade que as adversárias não tiveram. Os ataques não encontravam resistência. Thaísa parecia ainda maior na rede. O jogo fluiu e rapidinho ela e suas companheiras fecharam o set: 25/10.

O Campinas tentava juntar os cacos. Zé Robertou tirou a levantadora Fernandinha de quadra e chamou Priscila. O time reagia. Já conseguia equilibrar o jogo novamente (9/9). Fabíola passou a acionar mais Sheilla. Ela correspondia. Para ajudar, as rivais erravam no saque e na recepção e davam pontos de graça para o Osasco, que abriu 17/13.  No pedido de tempo, Zé Roberto frisava: "Se vocês não fizerem o que eu estou pedindo não vai dar certo". Não deu mesmo. Estava difícil parar Sheilla. O técnico resolveu trocar peças. Pri Daroit deu lugar a Soninha. Nada mudou. Deu Osasco: 25/16.
E continuou assim no último set. O Campinas não se encontrava, e ainda recebia dois cartões amarelos por reclamação. Melhor para o time de Jaqueline, que abriu rapidamente 7/2.  Abatidas, as jogadoras rivais só jogavam a bola de graça para o outro lado da rede. E o Osasco sabia bem o que fazer com ela. Bronca de

Zé Roberto, esboço de reação. Aos pouquinhos, foi se aproximando. Ganhou um ponto sem precisar fazer esforço depois do cartão amarelo dado para Jaqueline (13/11). Ficou a um pontinho com o bloqueio de Pri
Daroit em cima de Sheilla. Mas os dois erros de Vasileva custaram caro. Era preciso buscar de novo. Nessa hora, Ramirez apareceu e resolveu. Tudo igual: 16/16. Em bom momento, garantiu a virada com um bloqueio de Andressa. Rosamaria também contribuiu. Só que o Osasco se segurava. Teve mais calma no finalzinho, falhou menos e marcou as duas jogadoras que estavam decidindo para o Campinas: Vasileva e Walewska. Pronto, vitória no bolso.
- Temos que jogar sem tanta responsabilidade. Conseguirmos jogar bem em alguns momentos quando jogamos soltas e isso fez toda a diferença. A tranquilidade será fundamental em Campinas para mostrarmos o nosso jogo - afirmou a central Walewska, campeã olímpica em Pequim.

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