sábado, 16 de março de 2013

Superliga Feminina Semifinal: Unilever mostra frieza em momentos criticos e passa por Sesi SP

Campeã olímpica em 2008 pela seleção brasileira, Sassá era uma das apostas do Sesi-SP para surpreender o Rio de Janeiro e ter uma sobrevida na semifinal da Superliga feminina. Mas a jogadora viveu uma manhã tensa neste sábado. Sofrendo por causa do calor que fazia no Maracanãzinho - o sistema central de ar-condicionado do ginásio não estava funcionando -,e Sassá sentiu falta de ar e precisou ser socorrida pelos médicos. O susto foi grande, Sassá deixou a quadra e não voltou mais ao jogo. Mas ela passa bem.
Sesi sofre com o calor e Unilever novamente está na Final da Superliga                                            Paredão Carioca Comemora ponto!

Abalado com o ocorrido e sem uma de suas principais jogadoras, o Sesi-SP não suportou a pressão do Rio de Janeiro, que, apoiado por 5 mil torcedores, venceu a partida por 3 sets a 0 (25/18, 25/21 e 25/23), fechou a série melhor de três em 2 a 0 e se classificou para a final para enfrentar, novamente, o Osasco. E a decisão da Superliga feminina, que acontece em jogo único no dia 7 de abril no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, tem todo jeito de déjà vu.
Será a nona final seguida entre Osasco e Rio de Janeiro, na maior rivalidade do vôlei brasileiro. Desde a temporada 2004/05, as duas equipes lutam pela hegemonia nacional. A equipe carioca levou a melhor cinco vezes. Os paulistas, três. Mas Osasco venceu a última edição.

O SUSTO DE SASSÁ 
Cerca de cinco mil torcedores foram até o Maracanãzinho neste sábado para acompanhar a semifinal. Por causa das obras no complexo para a Copa do Mundo de 2014, o público foi limitado por motivos de segurança. E antes mesmo de o jogo começar, sentiu-se que o clima seria quente. E nem era o calor do jogo, que reunia em quadra nove campeãs olímpicas. O ar-condicionado central do ginásio não estava funcionando, o que gerava um desconforto grande em todos os presentes.
Em quadra, as jogadoras sofriam. E transpiravam bastante. A quadra precisava ser seca mais vezes que o normal. O Sesi-SP começou bem a partida. Sassá e Tandara, a maior pontuadora da Superliga, conseguiam colocar a bola no chão e marcar pontos para a equipe paulista, que chegou a abrir 10 a 8 no primeiro set. Mas o calor passou a incomodar muito Sassá, que foi caindo de rendimento e, litaralmente, desmontou em quadra.
Sassá passa mal vôlei Rio de Janeiro Sesi Superliga (Foto: Dhavid Normando / Ag. Estado) 
Sassá passa mal durante a semifinal da
Superliga


Muito ofegante e com dificuldade de respirar, Sassá teve uma queda de pressão, caiu sozinha no intervalo de um ponto e gerou muita preocupação em todos. A ponta foi atendida pelos médicos das duas equipes e carregada para fora da quadra. O nervosismo da jogadora dificultava ainda mais a respiração. Antes de ser levada de maca para uma sala de musculação do ginásio, onde havia um ar-condicionado funcionando, ela chegou a receber oxigênio.

A partida recomeçou, mas o clima de preocupação era evidente em quadra. Nos intervalos de pontos, as jogadoras buscavam informações da companheira. O Sesi-SP perdeu a concentração e praticamente assistiu ao Rio de Janeiro fechar o primeiro set por 25 a 18.
No intervalo entre o primeiro e o segundo set surgiu a informação de que tudo não teria passado de um susto, e Sassá já estava se recuperando. Ela estava medicada e não precisaria ser removida para um hospital. O Sesi-SP, então, voltou a engrossar o jogo novamente e dominou até a segunda parada técnica: 16 a 15. Mas, nos momentos decisivos, o time paulista sentiu o desfalque e não conseguia pontuar. Comandada por Sarah Pavan, o Rio de Janeiro fechou o segundo set por 25 a 21 e abriu 2 a 0 no placar.
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O terceiro set demorou para recomeçar. Mas por um motivo mais do que justo. Mesmo não se sentindo 100%, Sassá fez questão de voltar para a quadra para mostrar ao público que estava bem. A jogadora foi muito aplaudida e se emocionou. Várias companheiras foram abraçá-la.
- Foi um susto. Foi uma tontura, as coisas começaram a escurecer. Não senti nada assim. Não lembro direito o que aconteceu. Só lembro de ter falado que estava me sentindo mal e depois meio que apaguei e só acordei já na sala. Acho que foi uma queda de pressão mesmo. Mas estou bem agora. Queria até agradecer a todos aqui que ficaram preocupados comigo - disse a jogadora, medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim, em 2008.

Momentos antes de o terceiro set começar, Sassá dirigiu-se até o vestiário para descansar. Se não podia mais ajudar dentro de quadra, ele tentou, pelo menos, dar um ânimo moral ao time. Aquele famoso último gás. E o Sesi-SP foi para o tudo ou nada. Lutou. Foi o set mais equilibrado da partida, disputado ponto a ponto. Tandara era uma gigante. Mas sozinha no ataque. Do outro lado, o Rio de Janeiro tinha mais opções. Sarah Pavan, Natália, Gabi... além do apoio da torcida, que fez muito barulho nos pontos finais. E fechou o set por 25 a 23, ganhando a partida por 3 a 0 e garantindo vaga na nona final seguida da Superliga. Liberada pelos médicos, Sassá assistiu aos pontos finais nas cadeiras do Maracanãzinho ao lado da mãe, Sônia. Quieta, bem diferente da guerreira que normalmente é em quadra. Mas aliviada por tudo ter sido, apenas, um grande susto.
                                                                                                                           (Foto: Pedro de Souza / adorofoto)
Rio de Janeiro comemoração vôlei Sesi Superliga (Foto: Pedro de Souza / adorofoto)                     Jogadoras do Rio de Janeiro comemoram a vitória sobre o Sesi
 

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