quinta-feira, 14 de março de 2013

Superliga Masculina: Sesi-SP supera Canoas, novo apagão e segue vivo na briga por vaga na semi


A corda estava no pescoço. O fantasma da temporada passada - quando foi eliminado exatamente nas quartas de final pelo Rio de Janeiro - também rondava. Se quisesse se manter vivo na Superliga, o Sesi-SP teria de passar pelo Canoas, diante da torcida do adversário e ainda superar as ausências de dois de seus centrais. Conseguiu. Nesta quinta-feira, precisou de três horas e cinco sets para vencer e forçar o jogo 3 da série: 3 sets a 2, parciais de 25/23, 19/25, 25/23, 18/25 e 15/13. Além de bater os gaúchos, os paulistas também tiveram que superar um novo apagão no ginásio, que deixou o jogo parado, sem luz, por 15 minutos no segundo set.    
A partida decisiva que definirá que equipe avançará às semifinais será no próximo sábado, às 21h30m, na Vila Leopoldina, em São Paulo. O SporTV transmite o duelo ao vivo.
A dificuldade de jogar fora de casa, sob pressão, ficou ainda maior com as ausências de Sidão e Tiago Barth. O Sesi não tinha muito tempo para se lamentar. Precisava se superar.  O problema é que encontrava sempre um bloqueio bem postado. Ora com Gustavo, ora com Salsa que subia sozinho e fazia estragos. Lorena estava bem marcado. Murilo também. E assim, o Canoas foi se impondo no primeiro set, abrindo 13/8. O clima esquentava. O técnico Giovane Gávio pedia que seus comandados tivessem mais paciência para jogar. Os erros de saque ajudavam a equipe paulista a se aproximar no placar. Cleber passou a ser o homem da bola de segurança do Sesi, que reagiu e chegou ao empate com Lorena: 17/17. Mas Minuzzi estava a postos para impedir a virada. Os anfitriões fugiram três pontos. O time paulista não se entregava e deixou tudo igual de novo (22/22). Paulão pediu tempo. Na volta, o bloqueio subiu na frente de Gustavo e o Canoas cometeu erros bobos, deixando o set escapar: 25/23.
A parcial seguinte já começou com um cartão amarelo para Cleber e outro para Paulão. O jogo ficou mais equilibrado. Outra vez  o Canoas ganhou mais um pontinho de graça com o cartão dado para a comissão técnica do Sesi (9/9). Num erro de recepção de Murilo, a equipe da casa retomava a frente. A concentração foi afetada e o prejuízo aumentava (12/10). Lorena tentava motivar seus companheiros. E quando se preparavam para voltar ao jogo, veio o apagão. Assim como na primeira partida, houve uma queda de energia devido a uma sobrecarga no gerador do ginásio, que esfriou os jogadores durante 15 minutos. Giovane evitava falar sobre a nova falta de luz. Dizia que não tinha muito a fazer além de jogar.
-  Vamos jogar. Começar de novo. Concentração total na quadra - afirmou.
Ali dentro, a equipe que voltou melhor foi a gaúcha. Fez 18/12, defendia bem e teve mais tranquilidade para finalizar os pontos e contava com Bergamo, fechando em 25/19.
Lorena não gostou nadinha. E chamou a responsabilidade. Com Serginho atento na defesa e o oposto sobrando no ataque, o Sesi voltou aos trilhos (13/8). O Canoas já não sacava mais como antes e falhava mais do que de costume. Se Gustavo fechava a porta para Lorena, o levantador Sandro acionava Murilo. Só que o irmão também estava pronto para bloqueá-lo. Dessa vez foi para fora, mas Gustavo deixou claro que começaria ser mais difícil de a bola passar por ali. Foi mesmo. O "muro" subiu, a equipe fez quatro pontos seguidos e conseguiu a virada. O Sesi resistiu e, após um saque para fora de Gustavo, fez 2 a 1: 25/23.
Confiante, a equipe paulista dava trabalho. O padrão de jogo do Canoas não era o mesmo e o Sesi tirava proveito disso.  As equipes trocavam pontos. Aos poucos, os anfitriões foram reajustando seu ataque e Enoch, que estava no banco, dava uma contribuição preciosa (20/16). Lorena sentia dores musculares na perna Giovane trocava as peças. Mas as falhas no saque na reta final do set custaram caro. Vitória do Canoas: 25/18.
No tie-break, Murilo & Cia abriram 4/1. Seguiram ditando o ritmo e ficando mais perto de provocar o terceiro jogo da série. O Canoas reclamava da arbitragem. O Sesi dava de ombros. Sandro distribuía bem as bolas e a equipe se empenhava na defesa. Tinha quatro pontos de frente, deixou que o Canoas encostasse (13/12). Apesar da pressão da arquibancada, o Sesi obteve o match point. Leo Mineiro entrou para sacar. Enoch salvou. A outra oportunidade que teve de fechar o jogo, Éder não desperdiçou, fazendo sua equipe respirar aliviada: 15/13.
Fonte: Globo.com


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