quarta-feira, 27 de março de 2013

Superliga: Na sua oitava final seguida da Superliga, Fabi, líbero da Unilever, convoca a torcida


"O título mais importante é o próximo". Esse é um dos muitos ensinamentos que a bicampeã olímpica (Pequim/08 e Londres/12) Fabi aprendeu com o técnico Bernardinho, com quem convive há oito temporadas na equipe Unilever. E é com essa determinação que a líbero buscará o octacampeonato para a equipe carioca na Superliga - o seu sexto título pela Unilever, time que defende desde 2005. A partida final, entre Unilever e Sollys/Nestlé, será no próximo dia 7 de abril, às 10 horas, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, com transmissão da TV Globo.

Fabi participou de sete das oito últimas finais consecutivas entre as duas equipes. E garante que, a cada ano que passa, torna-se mais difícil chegar à decisão.

- O campeonato está cada vez mais equilibrado - avalia a jogadora, que disputa sua 15ª Superliga. Em sua opinião, a partida terá novamente todos os ingredientes de um grande clássico.

- Por ser um jogo único, o confronto traz à tona não só fatores técnicos e táticos, mas o coração. As duas equipes já protagonizaram os jogos mais disputados desta Superliga, no turno e returno. Agora vale o título - acrescenta ela, que vai para a sua oitava final seguida.

Das sete decisões que disputou contra Osasco, Fabi lembra de duas com um carinho especial. A de 2005/06, logo que chegou ao time, quando a final ainda era disputada em uma melhor de cinco jogos.

- Tínhamos um timaço. Vencemos o quinto jogo por 3 a 0, no Caio Martins lotado. A melhor de cinco mexia ainda mais com a rivalidade entre as duas equipes - recorda.

A outra final memorável é a de 2008/09, já em jogo único, disputada no Maracanãzinho.

- Estávamos perdendo o quarto set por 24 a 23, conseguimos virar e empatar em 2 a 2. Lembro que a entrada da Monique no lugar da Joycinha foi decisiva. No quinto set, a Monique permaneceu em quadra e foi responsável pelos últimos seis pontos seguidos. Não éramos favoritas e ainda vencemos de virada - vibra Fabi.

Feliz com tudo de bom que a vida tem lhe proporcionado, Fabi diz que é um prazer brigar por mais um título pela Unilever.

- É um privilégio ser carioca e jogar nesta cidade, pela Unilever, um time que se tornou a cara do Rio - resume. Aos 33 anos, vinte e um deles dedicados ao vôlei, que começou a jogar aos 12 no Flamengo, Fabi lembra que a torcida carioca teve um papel decisivo para o time chegar a mais uma decisão. Das 22 partidas que disputou, entre a fase classificatória, quartas de final e semifinal, a Unilever perdeu apenas duas, ambas fora do Rio.

- Temos um público fiel. Ao longo dos anos, tenho acompanhado o crescimento de nossa torcida. Nesta temporada não perdemos em casa. Faça sol ou faça chuva, sabemos que podemos contar com eles, com os gritos, com o incentivo. Já conto com essa galera lá no Ibirapuera para empurrar o time rumo ao título - convoca.

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