quinta-feira, 7 de março de 2013

Superliga: Perto dos 43, Fofão valoriza bagagem acumulada: 'Estou levando na boa'


Se muitos atletas mais experientes reclamam de dores, dizem que o corpo não acompanha mais o raciocínio ou são poupados de jogos pela comissão técnica, uma certa levantadora não faz parte desta lista. O que Fofão mais quer é suar a camisa. Para ela, a idade não pesa. A jogadora do Rio de Janeiro completa 43 anos neste domingo, mas diz que o fato só a motiva a seguir fazendo seu trabalho. Aposentadoria? Por enquanto, ela garante que não pensa nisso. No início da carreira, segundo ela, havia mais pressão e medo.

- As pessoas falam 43, mas, na cabeça, não entra. Nessa idade, estar em atividade ainda, no ritmo que estou, é dificil. Mas quando você está bem, a idade não influencia muito. Estou levando na boa. Sei que posso errar, mas isso não me afeta mais. Quando não temos tanta experiência, sentimos mais medo. Essa bagagem te dá confiança. Nunca fiz planos. Quando era mais nova, se me perguntassem se jogaria até os 42, falaria: 'Pelo amor de Deus'. Deixo as coisas acontecerem - relatou.

A disposição de Fofão chama atenção. Afinal, antes de fechar com o Rio de Janeiro para a temporada, ela ficou um ano fora das quadras. Apesar de não ter feito treinamentos, a levantadora lembra que teve mais tempo para cuidar melhor de seu corpo. Além disso, quando retornou, ganhou um período para ficar no mesmo nível das outras jogadoras, com a ajuda dos profissionais da equipe.

- Você perde muita coisa. Mas me cuidei mais e tive um tempo para me preparar. Foi um processo meio lento. Quando o grupo se juntou, estava no mesmo nível. Senti falta de ritmo, mas não assustou. Tenho limitações, mas eles (preparadores físicos) é que me limitam mais. Se deixarem, eu treino de manhã e de tarde. Quando tem um jogo de cinco sets, por exemplo, demoro mais a recuperar, mas não é nada demais - afirmou.

A rápida adaptação ao time e à cidade do Rio de Janeiro também fez toda a diferença. Apesar de ter nascido em São Paulo, a levantadora parece estar em casa. Segundo ela, o relacionamento com as outras jogadoras é ótimo. Nem as cobranças do técnico Bernardinho assustam Fofão.

- O nível é muito alto. O clima é bacana. É muita coisa boa. Estar feliz é o principal. Se não estivesse, seria difícil. A cidade tem um astral bom, não tem como ficar de mau humor aqui. Quanto ao Bernardo, eu conhecia da seleção. Sabia que era nervoso, que ia gritar. Mas é o que eu preciso também. Ele vive o vôlei. E isso ajuda demais - concluiu a experiente levantadora.


Na semi, Fofão vê equilíbrio contra o Sesi: 'Só classificaram as melhores equipes'

Fofão tem mais um desafio à vista antes de completar os 43 anos: a primeira partida da série semifinal da Superliga feminina, contra o Sesi-SP, nesta sexta-feira, às 21h (de Brasília), na Vila Leopoldina, em São Paulo, com transmissão do SporTV. O segundo será no Maracanãzinho, no sábado, dia 16 de março, às 10h, e será exibido pela TV Globo.

- Agora fica difícil, porque só se classificaram as melhores equipes. Falar em favoritismo em uma fase como essa é complicado. Vamos encarar o Sesi-SP, que é uma equipe muito forte. Vai ser muito equilibrado. Mas tomara que passe um aniversário tranquilo, com uma vitória (risos) - brincou.

Além de Rio de Janeiro x Sesi, a outra semifinal tem Campinas x Osasco. O primeiro confronto será no ginásio José Liberatti, em São Paulo, no sábado, às 10h (de Brasília), com transmissão da TV Globo. Já o jogo de volta será em Campinas, na sexta-feira, 15 de março, às 21h, com exibição do SporTV.

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