quarta-feira, 27 de março de 2013

Superliga: Sollys e Unilever aprovam uso da tecnologia nas finais


A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) acertou em cheio. Pelo menos essa é a opinião dos protagonistas do espetáculo. Um dia após a entidade anunciar que usará recursos eletrônicos durante as finais das Superligas feminina e masculina, a decisão foi aprovada pelos representantes de Sollys/Nestlé e Unilever - finalistas da superliga feminina.

Desenvolvida por uma empresa polonesa, a tecnologia é usada com sucesso na Polônia desde a temporada 2011/2012 e conta com o aval da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), que experimentou o sistema - semelhante ao que já é utilizado nas competições de tênis - em duas temporadas: no Mundial de Clubes, no Catar, e na Champions League, a mais tradicional competição de clubes da Europa.

A iniciativa, que possibilitará as equipes a desafiarem marcações duvidosas da arbitragem - como se a bola caiu dentro ou fora, se houve invasão na quadra adversária ou de ataque, se houve toque do bloqueio na rede ou da bola ou do atleta na antena -, foi elogiada pelo técnico Luizomar de Moura, do Sollys/Nestlé, finalista da Superliga feminina.

- Acho que temos de parabenizar a CBV e quem comanda a Superliga por esse ato de extrema importância. Nós vivemos isso no Campeonato Mundial e foi uma experiência muito gratificante. E também cria uma coisa muito bacana para o espetáculo. É muito válido e ajuda os árbitros a tornarem os espetáculos mais justos. No vôlei, lógico, você vai ganhar ou perder. Mas sair de quadra derrotado com uma bola duvidosa é muito mais doloroso do que quando você sai derrotado porque o adversário mereceu - afirmou o atual campeão da Superliga.

Bicampeãs olímpicas em Pequim 2008 e Londres 2012, Jaqueline e Sheilla também aprovaram a novidade anunciada pela CBV.

- Para uma final de campeonato como é, vai ser ótimo. Estou muito feliz por saber que vamos ter esse recurso. No Mundial vivemos isso e espero que agora também dê certo. Tem muita gente reclamando de arbitragem, acho que vai dar uma melhorada. São pontos duvidosos que acabam prejudicando as duas equipes - disse Jaqueline.

- É uma iniciativa válida. O Mundial Interclubes de Doha, no ano passado, já foi assim. Ajuda bastante a diminuir os erros cometidos numa partida tão importante e decisiva como a final da Superliga - completou a melhor oposto do mundo.

Rival de Luizomar, Sheilla e Jaque dentro de quadra, a líbero Fabi, do Rio de Janeiro, se junta aos adversários da final do dia 7 de abril para elogiar a iniciativa.

- Nós apoiamos todas as mudanças que forem favoráveis e benéficas ao bom voleibol. Queremos sempre um jogo limpo e honesto - disse Fabi, jogadora do Rio e da seleção brasileira.

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