quinta-feira, 11 de abril de 2013

CBV: Clubes divergem sobre mudanças no ranking de atletas da Superliga Feminina


Aprovado por uns, mas criticado por outros. É dessa maneira que a maioria dos clubes da Superliga Feminina viu o novo ranking das atletas para a temporada 2013/2014, divulgado pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) na noite de terça-feira. O assunto é considerado complexo pelos dirigentes e treinadores. Mas todos evitaram duras críticas à entidade.

Entre as dez equipes que disputaram a última edição da competição, apenas três não atenderam a reportagem (Sollys/Nestlé, Vôlei Amil e Usiminas/Minas), assim como a CBV. A Unilever disse que o técnico Bernardinho é o único que se pronunciará sobre o assunto. O treinador já tinha falado que a confederação não deveria interferir no assunto, e que a decisão deveria caber só aos clubes.

A CBV até pediu a opinião dos participantes sobre a nova pontução das jogadoras, mas deu a palavra final. Segundo dirigentes, a maioria dos pedidos foi aceito. Mas três casos chamaram a atenção.

A maioria dos clubes achava que a central Adenízia, do Sollys/Nestlé, e as levantadoras Fofão, da Unilever, e Dani Lins, do Sesi-SP, deveriam ter a pontuação máxima, sete. Mas a primeira e a última ficaram com seis. Já a segunda baixou para um ponto, pois foi beneficiada pela nova regra da idade – atletas mais velhas, a partir de 36 anos, terão desconto na pontuação.

– Não concordo totalmente. Sou favorável ao ranking com o objetivo de manter equilíbrio. Mas o critério tem de ser técnico. Por isso, tem de ser votado por parte dos clubes. Uma das coisas que na minha opinião não correspondem é a Tandara (do Sesi-SP) ir de cinco para sete pontos, e a Adenízia permanecer com seis. A gente faz parte do processo, não dá para agradar todo mundo. Mas tem de entender o processo – afirmou José Montanaro Júnior, supervisor do Sesi-SP.

– No geral, foi bom. Ocorreu o que esperávamos. Terá uma nova composição dos times. Atletas que mereciam ser aumentadas tiveram uma nova pontuação – disse José Neres, supervisor do Rio do Sul.

Pouco muda para alguns
Se os três primeiros colocados da última Superliga (Unilever, Sollys/Nestlé e Vôlei Amil) preferem não se pronunciar sobre o ranking, os clubes com menor poder financeiro comentam o assunto. E para muitos dirigentes e treinadores, a pontuação pouco interfere na formação do elenco. Isso porque, por causa do menor poder aquisitivo, dificilmente eles conseguirão contratar grandes atletas.

– O ranking é para buscar o equilíbrio. Para a gente, do meio da tabela para baixo, a classificação tem pouco efeito. As jogadoras que têm valor contratual alto, não se encaixando nos grandes clubes, vão para o exterior – disse Fernando Lacerda, técnico do São Bernardo.

O principal afetado pelo ranqueamento é o Sollys/Nestlé. Agora, o time tem quatro atletas com sete pontos (Jaqueline, Fernanda Garay, Thaísa e Sheilla). Assim, vai ter de se desfazer de uma delas.

ALGUMAS OPINIÕES:
“Na maioria das vezes, somos parceiros da CBV. Colocamos algumas indagações, como Adenízia e Dani Lins, que achávamos que deveriam ter sete pontos, e vimos que não foram colocadas assim. Mas isso não vai atrapalhar. Para nós, não altera nada”
Bruno Cardoso, supervisor do Praia Clube
“Em linhas gerais, foi feita uma grande média com os clubes. Não radicalizaram como era a ideia. Está dentro do que nós acreditávamos que seria plausível. Só não entra na minha cabeça a queda de pontos com idade. Não achamos que isso possa equilibrar”
Antonio Bernardino, gerente do Pinheiros
“Quem tem mais investimento vai levar as melhores atletas. Para a gente, que tem investimento baixo, nunca poderemos contratar atletas de sete pontos. Todo ano tem polêmica. Cada novidade tem pontos negativos e positivos. No papel é fácil falar, mas na prática é outra história. A CBV procura equilibrar as forças”
Marina Miotto Silva, supervisora do São Caetano
“Não estava na reunião na CBV. Mas penso que não ouviram tanto os clubes. Algumas notas da cotação não foram as mesmas discutidas”
José Montanaro Júnior, supervisor do Sesi-SP
“Como um clube pequeno, tentamos defender nosso lado. A Neneca (ponteira) foi só para dois pontos. A gente fica vulnerável a um time grande querer levá-la”
José Neres, supervisor do Rio do Sul

O que acham da discussão sobre o novo ranking?
Fonte: http://www.lancenet.com.br/minuto/Clubes-divergem-mudancas-Superliga-Feminina_0_898710293.html#ixzz2QALyqr2K

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