quarta-feira, 10 de abril de 2013

Entrevista: Bernardinho fala de alguns assuntos polêmicos.

Em evento da Unilever, nesta segunda-feira (09/04), em São Paulo, Bernardinho foi o centro das atenções da imprensa. Durante a coletiva, o treinador campeão da Superliga Feminina falou sem papas na língua sobre diversos assuntos, entre eles alguns polêmicos.

Bernardinho foi questionado principalmente a respeito do ranking das jogadoras e da organização da Superliga. Sobre o ranking, o técnico acredita que a CBV deveria intervir menos e que as mudanças não devem fazer com que atletas saaiam do Brasil.

“Não vi o ranking ainda, mas acho difícil sair alguém. Temos cinco equipes com grande investimento e não teremos 15 jogadoras de sete pontos. Então acho que tem espaço para todas elas. Mas essa não é a questão. A ideia do ranking é tentar prover certo equilíbrio. Há distorções e as correções tem que serem feitas pelos clubes. Falei ontem com o Ary Graça e a confederação não tem o direito de interferir na pontuação dos clubes. Se houver alguma situação, eles que assumam as responsabilidades. Se o mercado disse que as jogadoras evoluíram, você tem que se render ao mercado e não a uma ordem de cima. Agora se quer diluir um pouco isso, crie uma comissão de comentaristas e pessoas sem interesse para avaliar as jogadoras”, disse.

Sobre os clubes, Bernardinho criticou a falta de união e citou que isso é prejudicial a todos no vôlei.

 - Como liga, somos uma liga ainda engatinhando. Se queremos mais independência devemos pensar como uma liga. Brigar, só na quadra para ganhar e fora se unir para não ficar nessa oscilação permanente. Quantos patrocinadores saíram nos últimos 20 anos? Isso não é bom. A minha preocupação com a Superliga é com a consistência. Ter, ao invés de 10, 12 equipes. Tínhamos isso antes das Olímpiadas e porque mudou, Temos que avaliar o porquê e tentar melhorar isso. E nós todos envolvidos no processo temos que trabalhar nesse sentido. Para os grandes existirem, precisamos dos pequenos. Eu muitas vezes emprestei jogadoras e paguei para elas jogarem nas equipes menores para a competição crescer. Se precisar fazer de novo, eu vou fazer, porque eu entendo que é bom para o voleibol.

Perguntado se isso afeta a chegada de patrocinadores, Bernardinho refletiu e cobrou mais planejamento.

- Não sei se a briga entre os clubes por interesse atrapalha a chegada de novos investidores. Eu acho que isso é uma falta de maturidade dos clubes, ficarem em picuinhas menores. Tem que fazer aquilo que é certo e não o que é conveniente para você. Se quer ter mais patrocínio para os clubes, tem que pensar na programação, no planejamento antecipado. Alguém sabe como vai ser o sistema da Superliga no ano que vem? Como eu vou investir se eu não sei? O investimento vai ter o retorno e eu só vou ver isso em outubro ou novembro.

Para finalizar o assunto, o treinador se diz a favor de uma Liga independente da CBV, mas admite que os clubes não estão preparados para isso.

- Não sei se pela imaturidade dos clubes hoje a Liga independente da CBV seria o melhor. Mas acho interessante sim, mas pela falta de preparação dos clubes, hoje eu não sei se é o ideal. O que interfere para isso é a falta de entendimento por nós não pensarmos como uma Liga. Eu tenho o maior respeito por todos os clubes, vou lutar em quadra contra, fora jamais.

fonte: MelhordoVôlei

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