terça-feira, 9 de abril de 2013

Entrevista: Revelação da Superliga, Juliana Carrijo pensa no futuro e na seleção


A menina que saiu de casa muito nova e foi enfrentar o mundo em busca do sonho de se consolidar no voleibol  teve mais uma prova de que está no caminho certo após ser eleita pelo voto popular a atleta revelação da Superliga 2012/2013.  Dentre tantas figurinhas carimbadas - não apenas da competição como a nível mundial -, lá está a jovem mineira Juliana Carrijo, de 21 anos.

– Minha mãe e meu irmão foram os primeiros a ficar sabendo. Quando me contaram, eu fiquei feliz demais, principalmente de estar no meio delas [Sheilla, Camila Brait, Thaísa e Fernanda Garay]. Sou muito nova e ainda estou conquistando meu espaço. Mas meu trabalho está aí, continuarei dando o meu melhor e qualquer reconhecimento que vier me dá mais força para ir cada vez mais longe – comentou a jogadora.

Ir longe para Juliana é almejar uma futura convocação para a seleção brasileira, mas sempre com os pés firmes no chão. Para este ano, o nome da atleta praiana pode estar entre o elenco escolhido para integrar a equipe da categoria sub-23, que a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) convocará.

– Meu sonho é realmente ir para a seleção e, quando muita gente fica comentando, você acaba alimentando aquilo. Mas eu evito criar muitas expectativas para não haver frustrações, pois sei bem como é isso. Passei por vários momentos em que eu elevava minha ansiedade e quebrava a cara, ficando muito mal. Hoje eu penso assim: a gente trabalha e se for para ser, vai ser – disse Carrijo.

Dificuldades e obstáculos superados
Relembrando alguns momentos marcantes da carreira precoce, a atleta contou sobre a época em que teve que sair de perto da família para jogar fora. Sempre muito incentivada pela mãe, que também jogava vôlei, Juliana iniciou suas atividades há 12 anos quando foi revelada pelo Praia. Aos 15, foi contratada pelo São Caetano.

A levantadora disse que foi uma fase muito difícil, pois era um momento em que a presença da família fazia toda diferença. Muito jovem e ingênua, a jogadora enfrentou o sacrifício de “romper os laços” para chegar cada vez mais perto de sua vontade de ser uma atleta profissional. Obstáculos superados e  que valeram muito a pena, já que em 2011 ela foi contratada para fazer parte da equipe adulta do Praia Clube.

– Quando eu voltei foi um dos melhores momentos da minha vida. Gosto muito de jogar aqui e defender o Praia, além de ficar perto dos meus pais – garantiu.

Otimismo é sinônimo de próxima temporada
Torcedores, comissões técnicas, atletas e comentaristas esportivos souberam que a equipe do Triângulo Mineiro teve uma grande expressão na última edição da Superliga Nacional. Para a levantadora não foi diferente, e para a próxima temporada ela espera um desempenho ainda melhor do elenco.

– Eu acho que esse ano a gente conseguirá atingir os objetivos e ir mais além. Tanto pelos novos reforços que estão vindo para nos ajudar como por nós mesmas, que ficamos. Na última Superliga, a gente ficou com um gostinho de ‘quero mais’, porque dava para ter ido um pouquinho mais à frente. Então, nesse ano, não queremos sentir isso de novo – ponderou.

Sendo justificativa ou não, Ju Carrijo reconheceu que a ausência da Herrera no decorrer da competição pode ter sido um dos fatores que levaram a equipe a ter uma queda de rendimento.
– Ela sofreu a lesão quando era a maior pontuadora  e ajudava muito a gente. Infelizmente é uma coisa que não prevemos e, se Deus quiser, esse ano será maravilhoso para nós – finalizou.

Ao lado de Camila Torquette, das gêmeas Monique e Michelle e da cubana Herrera, das centrais Mayhara e Letícia Hage, Natália Martins e da amiga Isabela Paquiardi, também ex-São Caetano, Juliana está feliz da vida e vai representar o Praia Clube na Superliga 2013/2014.

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