quarta-feira, 17 de abril de 2013

Superliga: Após reunião, Ary Graça confirma que calendário deve ter mudanças para 2013/14


Na terça-feira (16/04), CBV e jogadores se reuniram no Rio de Janeiro para tratar de assuntos relativos a melhorias no formato da Superliga. Nesta quarta-feira (17/04), o presidente da FIVB e da CBV (licenciado do cargo) Ary Graça se pronunciou e falou sobre o que foi definido na reunião.

Em entrevista ao portal Ahe Brasil, Ary disse que a Superliga deverá ter seu tempo de duração estendido, passando seu final de Abril para Maio.

- Queremos estender o calendário. Hoje a Superliga acaba no início de abril, mas nossa ideia é que já a partir da próxima temporada consigamos ampliar mais um mês e realizarmos as finais em maio. Mas não dependemos apenas de nós, estamos esperando resposta da televisão. Mas certamente esse novo calendário vai ampliar os horizontes.

Também sobre o calendário, o dirigente afirmou que entre as novidades estão a criação da Copa do Brasil, a ser disputada antes da Superliga, e do jogo das estrelas.


Sobre a incerteza de patrocínios e times na Superliga, Ary Graça foi direto ao afirmar que não abre mão do modelo atual, que é extremamente dependente de parcerias.

- Temos que admitir que infelizmente nosso modelo é esse e dependemos disso. Não sei qual é o modelo ideal, mas o que temos é esse. Times de futebol, nem pensar. Esses clubes têm dívidas absurdas e eu não posso deixar o vôlei voltar para uma situação antiga em que clubes não pagavam salários e até hoje têm problemas na justiça por isso. Atualmente, é melhor não contar com isso, a não ser que haja por parte dos clubes um comprometimento e uma garantia financeira muito grande - citou o presidente.

Para finalizar, Ary comentou sobre uma possível redução de times na Superliga e disse que ele está preocupado é com a qualidade e não com a quantidade.

- Há 15 anos é assim, infelizmente. Tenho uma estatística que me mostra claramente isso, que sempre saem dois times por conta de patrocinadores e entram outros dois. No caso do feminino esse ano aconteceu de jogarmos com dez equipes, mas é porque eu não abro mão da parte técnica. Insisto em jogar com o que há de melhor. Colocar um time na competição para dizer que tenho 16, 18, 20 ou 30 times na Superliga é enganar a todos. Por isso eu criei a Superliga B no masculino e, dependendo do que acontecer, podemos criar no feminino também.

O que ficou definido de forma concreta após a reunião foi a permissão para que atletas que não mais estarão em ação na temporada possam negociar com outros clubes. Anteriormente, os jogadores só poderiam fazer isso após a metade do ano, quando se encerrava a temporada de seleções. Uma próxima reunião foi agendada para o dia 25 de Abril.

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