quinta-feira, 4 de abril de 2013

Superliga: Bernardinho, técnico da Unilever, sabe que terá uma "pedreira" na final



A Unilever, heptacampeã nacional, terminou a fase de classificação da Superliga 2012/13 em primeiro lugar. Teve apenas duas derrotas ao longo da competição, sem perder nenhuma partida em casa. Agora, faltando apenas dois dias para a decisão do título, neste domingo, às 10h, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a equipe carioca acerta os últimos detalhes para enfrentar o tradicional rival Sollys/Nestlé. Será a nona final consecutiva entre os dois times - a Unilever venceu cinco vezes - e o técnico Bernardinho sabe que terá um difícil adversário pela frente.

- Temos um bom conjunto. Mas se olharmos do outro lado sabemos que enfrentaremos uma verdadeira seleção, com jogadoras fora de série - avalia ele.

Cinco atletas do Sollys/Nestlé serviram a equipe nacional medalhista de ouro na Olímpiada de Londres/2012: Jaqueline, Fernanda Garay, Thaísa, Sheilla e Adenízia. As quatro primeiras jogaram a final contra os Estados Unidos como titulares. Mais: a levantadora Fabíola e a líbero Camila Brait, também estiveram a serviço da seleção até pouco tempo antes dos Jogos de Londres.

Na briga pelo seu oitavo título na competição, a Unilever contra-ataca com a campeã olímpica Natália (Londres/2012) e a bicampeã olímpica Fabi (Pequim/2008 e Londres/2012), além das duas melhores bloqueadoras da história da Superliga. Mesmo consideradas baixas para a posição de central, de acordo com os padrões atuais do vôlei, Valeskinha, de 1,80 m, e Juciely, de 1,84 m, acumulavam 752 e 713 pontos, respectivamente, até o início das semifinais. São a aposta carioca para enfrentar a força das gigantes a Thaísa, de 1,96 m, e Adenízia, de 1,86 m.

Na posição de oposta, a comparação é entre a canadense Sarah Pavan, destaque da Superliga pelo time do Rio, e a bicampeã olímpica Sheilla, que nas duas últimas temporadas serviu a Unilever antes de se transferir para o Sollys.

- A Sarah é uma grata surpresa que ainda vai evoluir mais e tem a nossa confiança. Do lado de lá, tem uma Sheilla, que dispensa comentários. Vai ser complicado - sentencia Bernardinho.

Parabéns

Como toda jogadora que faz aniversário às vésperas de um jogo importante, Natália, que completa 24 anos, nesta quinta-feira (1), quer um único presente: a vitória. Se o desejo da ponteira se realizar, ela leva pra casa o seu primeiro título da Superliga pela Unilever. Contrata há duas temporadas pelo time carioca, ela só pode entrar em quadra pelo Rio nessa temporada por conta de duas cirurgias na canela.

Independentemente do título de campeã, é provável que jogadoras e comissão técnica festejem já o aniversário de Natália. Pelo menos, ela desconfia disso.

- Ninguém me falou nada, mas acho que vai ter alguma surpresa pra mim no hotel - revela ela, ciente de que a festinha vai ter que ser contida. - Estamos concentradas e por isso, se tiver alguma comemoração, vai ser na base de chá, refresco e água - brinca.

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