terça-feira, 2 de abril de 2013

Superliga: Boa aluna de Bernardinho, Sarah Pavan é uma das armas da Unilever na final



Uma das armas da equipe carioca na decisão da Superliga, no domingo (7), às 10 horas, no ginásio do Ibirapuera, será a canadense Sarah Pavan. De jogadora anônima no desembarque no Rio, em setembro de 2012, Sarah, que é canhota, passou a ser uma referência para a Unilever. Ela chega à decisão como a quarta principal pontuadora (303 pontos) e quarta melhor atacante da Superliga.

- Toda jogadora quer jogar em uma equipe vencedora, que briga por títulos. É muito bom estar aqui lutando por mais essa conquista para o time - diz Sarah, que mora no Rio com o marido, Adam Schulz - Estou me preparando o melhor possível para a final.

Não há como ignorar sua presença, seja em quadra ou nas ruas. Com 1,96 m, a canadense Sarah Pavan vem, ao longo da temporada, conquistando o carinho e a confiança da torcida carioca e da equipe da Unilever. Ex-jogadora do Villa Cortese, da Itália, ela é formada em bioquímica e gosta de estudar. Sempre que possível busca aprimorar seus conhecimentos em cursos online. E foi justamente essa vontade de aprender ainda mais que fez com que aceitasse o convite do técnico Bernardinho para jogar no Rio.

- O Bernardo é perfeccionista. Eu também sou. Aqui o treinamento é em alto nível sempre - elogia Sarah, que atua ao lado de quatro campeãs olímpicas: Fabi, Valeskinha, Fofão e Natália. Segundo a jogadora, sua vinda para o Rio de Janeiro começou a ser definida após um contato com o técnico Bernardinho, no último mês de maio. Ao se destacar nas estatísticas do campeonato italiano da temporada passada, ela chamou a atenção do treinador, que está satisfeito por ter conseguido trazer a canadense para o seu time. - A Sarah é inteligente e sabe em que precisa melhorar. Ela tem muito autocrítica, fica chateada quando não joga bem. Sabe que ainda tem muito a evoluir - comenta Bernardinho.

Antes de jogar vôlei, Sarah experimentou vários outros esportes, como futebol basquete, atletismo e badminton.

- Só me decidi pelo vôlei aos 15, 16 anos - recorda ela que, pela altura, era uma jogadora de futebol diferenciada, que se destacava no campo, em meio a atletas muito mais baixas.

Passeios pelo Rio

Enquanto é apresentada à diversidade da culinária brasileira e curte o clima quente do Rio, Sarah aproveita para conhecer alguns pontos turísticos. Já visitou o Pão de Açúcar, o Corcovado, o Teatro Municipal e ruas do centro do Rio. O preferido?

- O Pão de Açúcar que tem uma bela vista - responde a jogadora. - Também gostei do Teatro Municipal, que possui uma bela arquitetura.

Ela, que também conheceu as Cataratas do Iguaçu no final do ano, tirou de letra o clima quente do Brasil.

- Prefiro o calor ao frio. Portanto, não tive nenhum problema de adaptação nesse sentido - revela. Esforçada também fora da quadra, Sarah já aprendeu o português. Entende o que as outras jogadoras falam e é capaz de se virar no idioma quando é necessário. Mas, por timidez, prefere não se arriscar muito.

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