segunda-feira, 8 de abril de 2013

Superliga: Campeão e centro das atenções, Bernardinho diz: "Não fiz nada, quem fez foram elas"


Após a grande final da Superliga, vencida nesse domingo (07/04) no Ibirapuera em São Paulo de forma épica pela Unilever contra o Sollys Nestlé, todas as atenções e microfones da imprensa ficaram focadas em uma pessoa: o técnico Bernardinho.
Rodeado por microfones, o octacampeão da Superliga falou de tudo um pouco. Deu o mérito da virada as jogadoras, falou da recuperação de Natália e em especial de Fofão. Veja abaixo as principais declarações.

Natália e o ponto final

- A Natália por tudo o que ela passou foi uma injustiça a forma como a torcida tratou ela quando jogamos em Osasco. Ela quase parou de jogar por uma lesão grave, ela jogou numa posição nova e por incrível que pareça, eu tive mais paciência com ela do que ela mesma. Então por tudo que ela passou, pelas dúvidas que pairavam sobre ela, ela merecia a grande partida que fez e também em fazer o ponto final.

Os méritos da virada

- Eu acho que foi a capacidade de controlar os nervos, de dominar o emocional e executar aquilo que o time tinha que executar. Eu não fiz nada. Elas que fizeram. Sabíamos que podíamos fazer melhor e devido ao andamento do jogo, paramos de acreditar e aí entra o papel da Amanda de fora, uma jogadora guerreira que falou “não vamos sair daqui sem lutar”. Defendemos várias bolas em sequencia e a equipe mostrou estar viva. É difícil escolher uma melhor jogadora. A equipe funcionou como um time. Se solidificou no terceiro set como um grande time e era a última chance que a gente tinha para jogar contra uma equipe brilhante como o Sollys. O time estava sobre pressão e era aquele dilema “ou enfrenta ou morre”, e o time passou a enfrentar de forma ativa e jogando de forma correta. Jogamos com sabedoria e criou dificuldades para elas e começamos a ver os defeitos do lado de lá.

Fofão e a sua importância para o time

- Se a final fosse de cinco partidas, a Fofão iria ficar cinco dias sem treinar. Contra o Osasco, jogamos cinco sets e eu tive que tirar ela no tie-break e o pessoal reclamou. Tinhamos conseguido o objetivo e ela ficou depois cinco dias sem treinar para as quartas-de-final. Para a final, ela ficou uns dias fora, tivemos que chamar a Carol do São Caetano para treinar e faço questão de agradecer. Então tivemos que administrar as questões físicas. Temos diversar jogadoras ótimas, a Roberta também nos ajudou várias vezes, mas a Fofão era importante estar em quadra para tirar a tranquilidade delas e dar equilíbrio para partida e o resultado de consistência da temporada é mérito das jogadoras e a Fofão é uma das grandes responsáveis por essa regularidade. Um exemplo é a Juciely esse ano com a Fofão se exaltou. Foi a melhor competição dela e talvez a melhor central da competição. Hoje a Juciely pode não ter feito uma partida excepcional, mas a competição em si foi e a Fofão tem uma grande responsabilidade nisso.

fonte: MelhordoVôlei

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