terça-feira, 2 de abril de 2013

Superliga: 'Eterna caçula', Camila Brait disputa quinta final antes de subir ao altar


Camila Brait ainda tinha aquele jeitão de adolescente quando entrou em quadra para disputar sua primeira final de Superliga. A líbero, aos 20 anos, era uma espécie de “chaveirinho” do Osasco em 2009. Aos poucos, a jogadora ganhou confiança, chegou à seleção e se tornou um dos principais pilares da equipe paulista. Às vésperas de sua quinta decisão do campeonato nacional, a antiga caçula já se diz experiente. Tanto que prepara os passos até o altar, logo depois do fim da competição. Daquele tempo, Camila mantém apenas o sorriso de criança.

- É a final a que eu chego mais madura, mais experiente, com outra cabeça. Quando eu fui para a final em 2009, era muito novinha, tinha 20 anos. Para mim, era tudo muito novo. “Ai, eu estou jogando com campeãs olímpicas, com as melhores do Brasil”. Hoje, eu chego com outra cabeça. Tenho 24 anos, já estou ficando até velhinha (risos). Mas com certeza mais madura. Eu ainda olho para o lado e vejo as campeãs olímpicas. Mas aquele sentimento já passou. Agora, estou bem mais tranquila – afirmou a líbero, de 1,70m.

Após a final da Superliga, Camila dará outro passo como prova dos novos tempos. A líbero, considerada uma das musas do vôlei feminino, vai se casar. Reservada, a jogadora evita dar muitos detalhes. Os preparativos, porém, estão sendo deixados de lado até a decisão.

- É um passo muito grande na vida de qualquer pessoa. Estou muito ansiosa, mas por enquanto estou pensando mesmo na final da Superliga. Ainda tenho tempo para os preparativos (risos).

No início de carreira, Camila se acostumou ao papel de chaveirinho da equipe. Durante muito tempo, precisou fazer o “trabalho pesado” dos treinos e era alvo das brincadeiras das mais velhas. Agora, a líbero, dona da quarta melhor defesa da Superliga com 47,9% de eficiência, já passou o cargo para outras companheiras.

- Já fui a “chaveirinho”, agora não sou mais. Tem a Gabi, a Samara, a Ivna, várias meninas chegando. A Danizinha, líbero com 18 anos. As meninas já falam que eu estou ficando velha, que já vou passar da fase dos 20 e poucos anos e já era. Mas é bom, todas as fases são boas. A pior vai ser quando eu ficar velha mesmo, que vão me chamar de “vovórete”. Aí não pode (risos). Eu tinha que carregar bola, fazer tudo. Agora, eu deixo tudo para as meninas. Eu falo que agora é a minha vez de me realizar, depois de tudo o que eu sofri (risos). Mas é só uma brincadeira legal, nada muito pesado não – garante a líbero.

Camila diz que o Osasco tentará o título com um grupo embalado. Na temporada, a equipe chegou a ter uma sequência de 38 jogos de invencibilidade (até perder para o Campinas na estreia da Superliga) e soma dois títulos, no Campeonato Paulista e no Mundial. 

- Cada final tem um gosto diferente. Por mais que eu esteja chegando mais madura e mais velha, todas têm uma história diferente, um grupo diferente. E esse ano foi excelente trabalhar aqui. As meninas formam um grupo maravilhoso. Desde o Mundial, nós fizemos um pacto de fazer o nosso melhor e é o que está acontecendo. Tem tudo para ser uma grande final, um clássico novamente. Estamos em uma excelente fase.
Apesar do bom momento, a líbero não acredita em uma vitória como a do ano passado. Na final, no Maracanãzinho, Osasco venceu o Rio de Janeiro por 3 sets a 0. Camila, porém, afirma que o time não deverá ter uma vida tão simples no próximo domingo.

- Vai ser equilibrado. Se for um 3 a 0, como no ano passado, vai ser atípico. As duas equipes estão chegando muito bem. Vai ganhar quem errar menos. É um jogo que vai ser decidido nos erros. Porque você às vezes fica ansiosa pela pressão da torcida, por ser uma final. Quem tiver mais paciência, mais tranquilidade, isso vai prevalecer.

fonte: GloboEsporte

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