sábado, 6 de abril de 2013

Superliga: Fabíola supera 'trauma olímpico' e mira coroação com taça da Superliga


A levantadora Fabíola desembarcou arrasada naquele 3 de julho. Ela ainda amargava a derrota à frente da seleção brasileira na final do Grand Prix, diante dos Estados Unidos. Nem sequer teve tempo de se recuperar da desgastante viagem entre Ningbo, na China, e São Paulo. Foi lá, no saguão do aeroporto de Guarulhos, que a jogadora viu um sonho ruir: a poucos dias das Olimpíadas de Londres 2012, Fabíola estava cortada do grupo de Zé Roberto. O baque foi grande, mas a levantadora juntou os cacos e liderou o Osasco na Superliga feminina de vôlei. Para coroar uma temporada de grandes atuações, de volta por cima, a jogadora agora tenta o título da competição nacional no duelo com o Rio de Janeiro, neste domingo.

- Depois de um momento tão difícil que passei, fiz uma temporada muito boa. Estou feliz de novo, o sorriso já voltou. Tenho a confiança de todos ao meu lado. Estou feliz de estar nesse grupo sensacional, que é forte e unido. Para fechar com chave de ouro, só falta esse título da Superliga - disse Fabíola.

A levantadora se recuperou a duras penas do trauma. Eleita a melhor de sua posição na última Superliga, Fabíola esteve na seleção durante quase todo o ciclo olímpico, sendo titular em muitas competições que antecederam os Jogos de Londres. Pega de surpresa, ela ainda se incomoda de recordar o episódio que não está 100% apagado.

- Não foi só um corte. É um sonho de muitos anos.  Absorver isso demorou bastante e ainda tento superar o episódio a cada dia, porque me dediquei à seleção por muito tempo. Deixei até minha família. Foi muito difícil para lidar com isso, com a tristeza de saber que estava tão perto e não consegui realizar um sonho. Eu não conseguiria passar por isso se não fosse minha família ajudando, se não fossem as meninas e a comissão técnica me apoiando - disse a jogadora.

Segundo a levantadora, o carinho dos fãs também foi essencial para ajudá-la a seguir em frente.

- As pessoas vinham falar comigo: “Você tem de continuar, não pode desistir”. Fico feliz em ter superado o momento mais difícil da minha carreira. Não sabia que tantas pessoas gostavam de mim. Vários fãs me mandaram mensagens, cartas, e-mails. Gente do Brasil inteiro. Fico feliz porque rompi mais essa muralha - completou Fabíola.

Apesar do momento complicado, a levantadora nunca pensou em desistir do vôlei e não tardou a levantar a cabeça. Ela teve o terreno para seu retorno às quadras preparado pela comissão técnica do Osasco, que previu a sua mágoa.

A jogadora recebeu de braços abertos em sua equipe metade da seleção bicampeã olímpica e colocou uma meta pessoal para a Superliga: provar que tem capacidade de disputar os Jogos Olímpicos, apesar de já ter 30 anos.

- Já me perguntaram se era para mostrar alguma coisa para o Zé, mas não. Eu preciso mostrar para mim mesma. Jogar feliz e fazer o time ganhar é o que importa, e não mostrar para beltrano, fulano. Eu já estou com 30 anos, todos conhecem meu trabalho. Estou amadurecendo e crescendo. Dizem que o levantador começa a amadurecer a partir dos 30. Estou por aí - afirma Fabíola.

A levantadora vai guiar Sheilla, Jaqueline, Thaisa, Adenízia, Fernanda Garay, Camila Brait & Cia. na decisão deste domingo, às 10h

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