segunda-feira, 8 de abril de 2013

Superliga: Festa da final empolga, mas organização peca

Se um encontro entre Unilever e Sollys/Nestlé já é o suficiente para empolgar qualquer apaixonado por vôlei, imagine se, por trás do maior clássico do mundo, há ainda uma festa à altura. Pois quem foi ao ginásio do Ibirapuera, nesse domingo (7), assistiu a um inesquecível evento, jamais visto em toda a história da Superliga.

Antes mesmo de entrar no ginásio, o torcedor era informado, em alto e bom som, sobre a localização das torcidas. No ingresso, havia a indicação dos portões que poderiam ser usados, sempre com a opção de reforçar a massa laranja do Sollys ou o azul e branco da Unilever. Havia stands do time de Osasco, para a retirada de kits, e distribuição de brindes do lado da equipe do Rio de Janeiro. Uma trupe também pintava o rosto do público.

Dentro do palco da grande decisão, a luz já anunciava que o espetáculo iria além do clássico. Bandeirões coloridos, sobre a quadra, deram a mesma impressão. E tudo foi ganhando forma à medida que o público tomou os assentos. À la o “Criança Esperança”, da Rede Globo, a festa foi marcada por muita música, dança e cores. E os aplausos, vindos de todos os lados, ficaram mais exaltados assim que os bandeirões estamparam a campanha “Isso é vôlei”.

Enquanto os espectadores assistiam ao show, dirigido por Ulysses Cruz, os dois telões do Ibirapuera flagravam a chegada das atletas, em ônibus estilizados especialmente para a final, os vestiários e o aquecimento em uma quadra ao lado. E elas surgiram com muita pompa, com direito a luz especial. O Sollys foi o primeiro a pisar em quadra. Minutos depois, foi a Unilever quem recebeu o carinho popular.

Mas as novidades não ficaram por aí. Os telões, além de mostrarem os lances da decisão, também trouxeram letreiros com “desafio”, “block” e “tempo técnico”, sempre que necessários. A câmera do beijo, muito comum nos eventos esportivos dos Estados Unidos, também foi colocada em prática e divertiu os presentes. E só não foi tudo perfeito porque as imagens do “desafio” deixaram de ser exibidas a partir da metade do embate.

Famoso por agitar a arena de vôlei de praia nos Jogos Olímpicos de Londres, o DJ polonês Gregory Kulaga deu um toque internacional ao festejo. E teve até trilha especial antes de cada saque. Durante um set e outro, bailarinos com roupas de led animavam o público nas arquibancadas. Empolgados, os torcedores participaram de forma ativa de todo o festejo. O clássico foi, em todos os sentidos, imponente.

Problemas
Mas houve, sim, problema. E começou bem antes de osasquenses e cariocas levantarem a bola.  Destinado à entrada da imprensa, o portão 15 demorou a ser aberto. Muitos profissionais optaram por entrar pelos 6 e 9, no meio das torcidas. Durante a primeira metade da partida, a internet funcionou. Depois, nem com placa 3G. Muito menos com reza. O jeito foi apelar para os colegas que cobriam das redações.

Após a ponteira Natália cravar a bola do oitavo título da Unilever, mais desorganização. Os fotógrafos travaram uma intensa discussão com os seguranças, que teimaram em impedi-los de fazer as fotos da Unilever, Sollys e Vôlei Amil no pódio, ainda que todos estivessem com as credenciais de imprensa. Após muita confusão, todos foram liberados para se posicionar em frente aos times.

Os repórteres também sofreram.  Estava acordado que a imprensa falaria primeiro com o time perdedor na zona mista. O vencedor seria entrevistado logo depois, no mesmo lugar. A CBV, no entanto, mudou de ideia de última hora e liberou a entrada dos profissionais para a quadra. A maioria, porém, não foi avisada. Pior. Demorou a conseguir falar com os finalistas, uma vez que foi barrada pelos seguranças. Após muita espera, houve a autorização.

                                                                                      Préu Leão

Fotógrafos tiveram dificuldade para registrar o pódio
 
Diante de tanta confusão, o Sollys recebeu a imprensa na zona mista, como acordado desde o princípio. O técnico Luizomar de Moura, a ponteira Fernanda Garay, a oposta Sheilla e a levantadora Fabíola falaram sobre o vice-campeonato a TVs, sites, rádios e jornais. Mas nem todos os jornalistas souberam. Isso porque, no mesmo momento, a Unilever concedia entrevistas dentro da quadra.

Já o público reclamou, e muito, do preço dos petiscos vendidos dentro do Ibirapuera. O lanche custava R$10, o refrigerante R$5 e a água R$3. Quem quisesse se refrescar com um sorvete de fruta, da marca de um dos finalistas da Superliga, precisava tirar do bolso R$5. No final das contas, muita gente preferiu passar vontade a encarar o mercado inflacionado.

fonte: Saqueviagem

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