quarta-feira, 3 de abril de 2013

Superliga: Fôlego de sobra: Fabi treina, corre, pedala e estuda pensando no Osasco


Dos Jogos de Londres para cá o fôlego de Fabi se renovou. A agenda já tão atribulada ganhou novos tópicos. Não por obrigação, mas por opção. A sala de aula voltou a ser frequentada, o tênis de corrida ganhou as ruas, praia virou sinônimo de beach tennis  e o carro passou a ficar mais tempo na garagem de casa. Queria fugir do trânsito do Rio e ao mesmo tempo aproveitar o trajeto de Ipanema até a Urca para diminuir o estresse. A bicicleta virou companheira e os fones de ouvido só foram deixados de lado após um pedido do técnico Bernardinho. Questão de segurança. Mas nas últimas semanas, nem mesmo a música seria capaz de afastar um pensamento recorrente durante toda a pedalada: o jogo único entre Rio de Janeiro e Osasco que definirá o campeão da Superliga. A partida será disputada no domingo, às 10h.

- Não tem como não pensar nisso. São três semanas de inatividade que demoraram muito a passar... Eu só fico mentalizando as jogadoras, como pode ser a partida e o que vou fazer no ginásio. Sei que é contraditório porque correr e pedalar deveria ser algo para fugir do estresse,  para pensar na vida, em futebol, nos amigos ou em nada. Mas só consigo pensar no jogo - disse Fabi, que fará a sua nona decisão (apenas uma foi sem a camisa do Rio de Janeiro: defendeu o Flamengo contra o Vasco).

Na temporada passada, o Rio caiu diante do Osasco. Aquela derrota por 3 sets a 0 para o grande rival, em pleno Maracanãzinho, ficou marcada. Não porque o troféu foi parar em outras mãos, mas pela forma como a equipe se apresentou.

- Eu fiquei muito chateada. Não é o ganhar ou perder, é chegar a última partida e não jogar bem. Fiquei com aquela sensação na cabeça de que poderíamos ter jogado melhor. E espero que desta vez seja assim. Tomara que seja o melhor jogo do campeonato.

Aos 33 anos, a líbero bicampeã olímpica parece incansável. Garante que as novas atividades ajudaram a melhorar seu condicionamento físico na temporada. Brinca que passou a ser chamada de maluca. Acha graça. Admite que a convivência com Bernardinho teve lá sua parcela de contribuição.

- Ele faz tantas coisas que leva você a achar que está fazendo sempre menos. Bernardo não para. E está nessa estrada há alguns anos (risos). Eu tenho necessidade de fazer coisas diferentes. Preciso me conhecer, saber meus limites. Eu me cobro muito, sou muito insatisfeita.

E é isso que a faz servir de modelo para as companheiras mais jovens também. O empenho e o domínio de bola dela costumam ser sempre citados. Mal sabem elas que também são um exemplo para Fabi.

- Sempre vejo o que elas estão fazendo. Sem contar que também olho muito para Valeskinha e Fofão, que são mais velhas e continuam jogando em alto nível. A Fofão às vezes treina menos e entende que precisa disso. E é legal. É uma coisa difícil para um hiperativo controlar. Acho que isso, essa convivência só me renova. O que posso dizer é que nesta final o Osasco vai encontrar uma Fabi mais motivada, feliz com mais uma decisão e que sabe a pedreira que terá pela frente. Ali a única que não me maltrata é a Brait. A Garay está em grande momento e Thaísa também. Ali não se pode descartar ninguém.

fonte: GloboEsporte

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