quinta-feira, 4 de abril de 2013

Superliga: Novidades marcam as finais

 Efeitos de luz, apresentações de grupos artísticos, coreografias, música e muita interação com a torcida são algumas das surpresas que a Confederação Brasileira de Vôlei está preparando para as finais da Superliga. Inspirados no modelo da NBA, NFL e até de eventos menores, como os torneios universitários americanos, os organizadores buscam tranformar as decisões em um grande espetáculo. O jogo em si passa a ser um dos elementos entre os vários outros voltados para o entretenimento. As ações serão realizadas desde o horário de abertura dos portões até o fim da cerimônia de premiação, que também promete inovar, com um palco e uma estrutura bem mais apoteótica do que o tradicional pódio. Uma das novidades foi o acerto com o DJ polonês e showman Gregory Kulaga, que animou o público na Liga dos Campeões da Europa de vôlei e nos Jogos Olímpicos de Londres.

- As pessoas que acompanham o vôlei precisam se acostumar a ter opções de entretenimento. Estamos planejando ações no pré e pós-jogo, nos intervalos e até na cerimônia de premiação, estimulando ainda mais a interação com o público. Nos inspiramos em eventos da Europa e dos Estados Unidos, como NBA, NFL e até torneios universitários - contou Renato D’Ávila, superintendente técnico da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Antes de implantar o novo modelo nas finais da Superliga, a CBV realizou testes pontuais em torneios internacionais realizados no Brasil, como a Liga Mundial e o Grand Prix. Apresentações dos acrobatas da Intrépida Trupe, da comissão de frente da escola de samba carioca Unidos da Tijuca e do grupo musical Monobloco foram alguns exemplos.

- Não posso adiantar ainda quais serão as atrações porque não quero estragar a surpresa, mas teremos muitas ações tanto para quem for ao ginásio como para aqueles que vão acompanhar pela televisão. Já vínhamos experimentando ideias neste sentido em alguns eventos e vamos ampliar esse conceito com a questão do entretenimento.

O público será estimulado a chegar mais cedo ao ginásio para vivenciar a nova experiência. A mudança é vista pela CBV como fundamental para tornar a Superliga e o vôlei produtos mais atrativos para jogadores, clubes, torcedores, televisão e patrocinadores. Assim, a expectativa é de que surjam novas e maiores possibilidades comerciais, com a potencial entrada de investidores e equipes, além do maior apelo por mais espaço na televisão. O conceito que está por trás dessa reviravolta foi batizado de "Isso é vôlei". A iniciativa visa criar ligações com a modalidade em diversas situações, como a brincadeira de crianças com balões de festas infantis.

- Quando vemos uma criança brincando com um balão, estamos vendo uma forma rudimentar de vôlei. A criança não sabe, mas isso também é vôlei. O desafio de transformar uma final num espetáculo que por si só já é superlativo é muito grande. Mas, se pensarmos que o espetáculo já está todo lá, então, ele só precisa ser embalado com luzes novas, cores, movimentos inusitados, uma presença instigante, emocionante e muita música dançante. Com essa performance, podemos iniciar uma nova possibilidade de entender e ver o esporte, aliando a ideia de espetáculo por meio do teatro, da dança e do circo ao esporte - analisou Ulysses Cruz, diretor geral de entretenimento das finais da Superliga.

A decisão feminina será disputada no domingo, às 10h, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, entre Osasco e Rio de Janeiro. Enquanto a masculina está marcada para o dia 13 de abril, no Maracanãzinho (RJ). O Cruzeiro, atual campeão, espera o vencedor de Minas e Rio de Janeiro para conhecer seu adversário da final.

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