segunda-feira, 1 de abril de 2013

Unilever conta com a experiência de Fofão para vencer a oitava Superliga



Em plena forma aos 43 anos, a campeã olímpica (Pequim/08) Fofão está feliz por ter ajudado a Unilever a chegar à 12ª final da Superliga, mantendo a tradição do time carioca, que é heptacampeão nacional. E, ao entrar em quadra para a partida decisiva, neste domingo (7), contra o tradicional rival Sollys/Nestlé, às 10h, no ginásio do Ibirapuera,em São Paulo, Fofão quer conquistar o título. Ela vai se tornar a mais velha jogadora a subir ao pódio na competição. Será a nona final consecutiva entre os dois times - a Unilever venceu cinco e perdeu três.

"Em quadra estarão seis jogadoras contra seis jogadoras. Ambos os times mostraram que têm condições de ser campeão. É um jogo único e vários fatores vão contar na decisão. A técnica, dependendo do momento da partida, pode não ser o mais importante. É um dia em que ninguém pode acordar doente, com dor. Como o equilíbrio é grande, tudo precisa funcionar, cada detalhe", comenta Fofão, considerada uma das melhores levantadoras da história do vôlei mundial. "Acredito em um jogo de muita vibração. Uma verdadeira guerra entre duas equipes que se conhecem bem", acrescenta.

Mesmo acostumada a enfrentar importantes desafios ao longo de sua vitoriosa carreira, Fofão, que começou a jogar aos 14 anos, admite que a ansiedade em uma partida decisiva é inevitável. "Faz parte. A ansiedade é normal em qualquer decisão. A minha só passa quando o juiz apita e começa o jogo. O importante é saber dominá-la e não deixar que interfira em seu desempenho", diz a capitã.

Embora não se considere supersticiosa, Fofão vai usar o "brinco do jogo" para dar uma ajudinha extra na partida final. "Normalmente uso um brinco nos treinamentos e outro nos jogos, que é pequeno e brilhante. Nas duas únicas partidas em que perdemos na temporada, estava sem esse brinco. Pode ser coincidência, mas não custa usar, né?", argumenta Fofão, que joga pela primeira vez no Rio de Janeiro.

Em 2003/04, defendeu a Unilever, que na época se chamava Rexona-Ades, quando o time ainda tinha sede em Curitiba. Naquela temporada, o grupo foi comandado pelo assistente técnico Hélio Griner. A última vez que trabalhou com Bernardinho foi em 2000, ainda na seleção brasileira.

Fofão é natural de São Paulo e dona de um currículo invejável. Além de campeã olímpica em Pequim/08, foi medalhista de bronze nos Jogos de 1996 e 2000; tem sete títulos no Grand Prix; três vice-campeonatos mundiais; e três títulos brasileiros (91/92, pelo Colgate São Caetano; 1998/99, pelo Uniban/São Bernardo e 2001/02, pelo MRV/Minas), entre inúmeras outras conquistas. Desde 2004, a jogadora vinha atuando no voleibol internacional, com passagens pela Itália, país em que jogou por três temporadas, Espanha e Turquia.

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