sexta-feira, 10 de maio de 2013

Mercado Nacional: Com dificuldade de encontrar equipe, Paula Pequeno cogita ficar sem jogar 1 ano.


A reabilitação da artroscopia no joelho esquerdo, realizada na sexta-feira, tem sido tranquila para Paula Pequeno. Em entrevista por e-mail, a bicampeã olímpica, de 31 anos, contou como tem sido a recuperação e falou também sobre o futuro. Depois de uma temporada no Fenerbahce, da Turquia, a ponteira admitiu que voltar a jogar no Brasil seria especial, mas afirmou que há poucas opções no País e deixou o futuro em aberto. “Estamos ainda em negociação para tentar fazer a melhor escolha para a próxima temporada. Dependendo de como as coisas andem, penso também em ter um bebê. Acho uma hora oportuna caso o Brasil não ofereça boas opções”, contou Paula, mãe de Mel, de seis anos. A jogadora também reafirmou o desejo de trabalhar com o técnico Bernardinho.
Na sexta-feira, em São Paulo, você se submeteu a uma artroscopia no joelho esquerdo para fazer uma limpeza articular na região. Como tem sido a reabilitação? Em quanto tempo você deve voltar a treinar?
Fiz uma cirurgia no joelho esquerdo que posso chamar de revisão dos 31 (risos). Minha recuperação está ótima e a expectativa é estar ponta para treinar em um mês.
Qual é o balanço que você faz da temporada na Turquia, jogando pelo Fenerbahce?
A temporada na Turquia foi teoricamente boa. Esperava mais do time como um todo, mas pessoalmente estava feliz. Infelizmente, tive que parar no mês final por causa do joelho, mas eu não tinha outra alternativa. Se eu não parasse, estaria sujeita a uma lesão muito mais grave, o que comprometeria a minha carreira
No ano passado, após a conquista do bicampeonato olímpico em Londres, você falou que iria se aposentar da seleção brasileira, para dedicar mais tempo para a sua filha, Mel. Ainda passa pela sua cabeça voltar a defender o Brasil ou essa é uma decisão definitiva?
Nada na nossa vida é definitivo, nunca sabemos o dia de amanhã, mas é uma decisão que tomei muito consciente e estou aproveitando muito as minhas férias para descansar a cabeça, o corpo e a alma e estar com a minha família. Meus anos de Seleção foram maravilhosos, mas uma hora ou outra as prioridades mudam.
Sem a Seleção, como você imagina sua vida agora nesse período, quando acaba a temporada dos clubes? O que pretende fazer nessas férias?
A temporada nos clubes acaba geralmente em abril. Nesse período de férias quero poder passar mais tempo com a minha família, fazer viagens que sempre quis fazer e investir em projetos que nunca tive tempo pra colocar em prática.
Depois da temporada na Turquia, você deseja voltar a jogar no Brasil, disputando a Superliga?
Jogar em casa é sempre uma delícia. Estar perto da família, dos amigos e do calor dos seus fãs não tem preço. Mas, como todos sabem, o Brasil está com poucos times de grande investimento, o que é assustador porque o vôlei tem dado muito retorno internacional com os títulos e retorno de mídia para os clubes e mesmo assim estamos com poucas opções. Por isso, estamos ainda em negociação para tentar fazer a melhor escolha para a próxima temporada. Dependendo de como as coisas andem, penso também em ter um bebê. Acho uma hora oportuna caso o Brasil não ofereça boas opções.

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