terça-feira, 14 de maio de 2013

Mercado Nacional: Mercado do vôlei se acalma e jogadores experientes seguem sem clube


É incrível a quantidade de atletas mais experientes que continuam sem clube para defender na temporada 2013/2014. Daria para formar uma verdadeira seleção. Seguem alguns exemplos: Elisangela, Sassá, Érica, Mari, Paula Pequeno, Fernandinha, Carol Gattaz, Soninha, Giba, Murilo, Ricardinho, Henrique, André Nascimento e Rodrigão. Um plantel de ex e atuais estrelas do voleibol brasileiro. Enquanto isso muitas equipes estão contratando atletas estrangeiros.

E a pergunta que surge no ar é, por que tantos atletas de qualidade continuam desempregados? Poderia citar: exigência de altos salários, uma juventude que surgiu e ocupou o lugar dos mais velhos, já passou a época deles. Mas também é claro e nítido que poderíamos ter mais times no campeonato nacional, o que suportaria o leque de ótimos jogadores que possuímos em atividade e traria de volta a centena de jogadores que hoje atuam no exterior.

O poder da juventude já é uma realidade inegável. Tanto que Bernardinho e José Roberto irão disputar os próximos campeonatos com a nova geração. Lucarelli, Murilo Radke, Renan, Thiago Alves, Maurício Borges, Éder, Ary, são alguns dos jovens com futuro promissor. Na ala feminina Michelle, Monique, Suelem, Elen, Angélica, Bia, Pri Daroit, Claudinha são algumas que brigarão pelas vagas na atual seleção.
Jovens que são fruto de um bom trabalho feito pelos clubes. Mas não há mais espaço para a experiência? Não seria importante uma mescla nos elencos? Não podemos incentivar novos clubes, novos patrocinadores? Será que os veteranos ainda pedem altas cifras para jogar? Os clubes perderam o interesse?

Vale a pena cobrar salários astronômicos em nome de atuações passadas? Vale a pena clubes investirem milhões em uma temporada com jogadores de seleção e depois fechar as portas? Vide exemplos como São Catenao/Blausiegel, Vôlei Futuro, RJX (o clube ainda não garantiu a manutenção do projeto). O vôlei é um esporte que se contrói uma base ao longo do tempo, exigir resultados imediatos raramente surte o efeito desejado. Unilever/Rio de Janeiro e Sollys/Osasco estão ai para comprovar. Projetos longos, liderados por grandes treinadores e que se mantém na vitória ou derrota.

Na minha opinião, um meio termo sempre se faz necessário. Salários aceitáveis, boas atuações, projetos duradouros e sempre haverá espaço para todos. Triste assistir tantos nomes consagrados sem clubes. Ainda há tempo de mudar o cenário. Acompanharemos as cenas dos próximos capítulos ...

Por Lívia Mendonça - Jornalista do Esporte Interativo.

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