quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vôlei Nacional: Após aprovação do calendário, clubes marcam reunião sem a CBV

 Por Daniel Bortoletto:

"Os clubes que participarão da próxima Superliga estão organizando em encontro, na próxima semana, em São Bernardo do Campo. Em pauta, a tentativa de unificar um discurso sobre um pedido de repasse de verbas da CBV.

Nas últimas reuniões que sacramentaram mudanças importantes no calendário, os clubes  chegaram a tocar no assunto com a entidade. Mas não houve avanço.

O montante recebido pela entidade com patrocínios em 2012 passou da casa dos R$ 77 milhões. Já a venda de direitos de TV, outra discussão antiga com os clubes, que pleiteam receber um percentual deste montante, superou os R$ 5 milhões.

Inicialmente, os clubes querem ter acesso aos valores que o Banco do Brasil, maior apoiador do vôlei nacional, investe na Superliga. Ao analisar o último balanço divulgado pela CBV, não está detalhado quanto do patrocínio está vinculado às Seleções e quanto vem de outros “produtos”. É público e notório que o apoio do BB, que já dura duas décadas, foi decisivo para o crescimento sustentável das Seleções em todas as categorias. É um case de sucesso internacional e os resultados em quadra facilitam qualquer entendimento. Não vejo uma estratégia inteligente dos dirigentes dos clubes a contestação desse apoio e não creio que eles façam isso. Mas acho justo que a CBV compartilhe com os clubes os valores da cota de patrocínio para discussões futuras.

Como tudo nessa vida, unir esforços facilita na resolução dos problemas. E o mundo do vôlei teve uma exemplo prático nas várias rodadas de discussão que resultaram nas mudanças do calendário, com representantes dos técnicos e dos jogadores chegando a um denominador comum com a CBV para melhorias na Superliga. Eles não tiveram todos os desejos atendidos pela Rede Globo, por exemplo, mas saíram satisfeitos com os avanços. Vejo que algo semelhante possa acontecer neste pleito de uma divisão dos direitos de TV ou uma flexibilização da CBV para que clubes possam vender mais placas publicitárias nos jogos, por exemplo."

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