sexta-feira, 5 de julho de 2013

Outros: Fabiana se arrisca nas passarelas sem esquecer o vôlei


Bicampeã olímpica, dona de quatro títulos do Grand Prix e um dos principais nomes do voleibol nacional, Fabiana Claudino tem uma carreira mais que consolidada nas quadras. Aos 28 anos, a meio de rede da seleção brasileira decidiu se aventurar em um novo cenário: as passarelas da moda. Fora de seu “habitat natural”, a jogadora já traça planos para o futuro e revela que pretende conciliar as duas profissões. De contrato assinado com uma grande agência de modelos, Fabiana aproveita o tempo livre para se dedicar ao desejo antigo.

- Sempre foi um grande sonho que eu tive, desde criança. Entrei para o vôlei muito cedo e meu pai tinha um pouco de medo de eu entrar na carreira de modelo, pois essa é uma profissão que ele achava tudo muito incerto. Então, agora que cresci e coloquei meu nome no esporte brasileiro, essa vontade reacendeu dentro de mim e tive a oportunidade de experimentar essa nova carreira - comemora Fabiana.

Após enfrentar a primeira sessão de fotos como modelo, a mineira de Santa Luzia já frequenta as aulas de passarela para não fazer feio quando pintar a primeira oportunidade de desfilar. Assim como as musas Mari Paraíba e Luciane Escouto, o objetivo de Fabiana é continuar conquistando vitórias e títulos nas quadras. Mas a meio de rede se entusiasma com a nova carreira.

- O meu foco continua sendo o vôlei. Foi onde conquistei quase tudo no esporte e é onde represento o Brasil com muito orgulho. Com o descanso da seleção brasileira no começo desse ano, eu pude me dedicar um pouco ao sonho de ser modelo. Foi muito bom, pois eu visto a camisa da seleção desde os 15 anos e nunca tive folga. Por enquanto, vamos continuar treinando forte nas quadras e no tempo livre vou conciliar essas duas atividades. Aos poucos nós veremos o que acontece - avalia a mineira.

Fabiana também destaca dois sonhos que motivam sua dedicação cada vez maior às quadras. Nas duas últimas edições do Campeonato Mundial, disputadas em 2006 e 2010, a seleção brasileira chegou à final em busca da vitória inédita, mas foi batida pela Rússia e acabou ficando com a prata. Em 2014, na Itália, a meio de rede espera ajudar o Brasil a atropelar o poderio russo para finalmente colocar as mãos no tão aguardado título. O outro sonho da mineira é chegar ao tricampeonato olímpico em casa, nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

- Um grande sonho que ainda tenho é o de ser campeã mundial no ano que vem. Esse é um título que ainda não consegui. Também quero conquistar a medalha de ouro nos Jogos do Rio. Vamos jogar em casa, com apoio da nossa torcida e sei que essa terceira medalha de ouro consecutiva seria uma vitória inédita. Nossa equipe está fechada com o Zé Roberto e vamos nos dedicar 100% nesses dois anos antes da estreia - projeta Fabiana.

Imbatível em Pequim-2008 e Londres-2012, a seleção brasileira tentará conquistar o título no Rio para igualar o recorde de Cuba, vencedora em Barcelona-1992, Atlanta-1996 e Sydney-2000, e única a vencer três títulos consecutivos. Enquanto corre atrás do sonho da infância nas passarelas, Fabiana mantém a ideia fixa no tricampeonato olímpico e se inspira em um dos destaques da equipe cubana para ganhar mais uma medalha de ouro.

- Seria muito importante para nós, igualarmos às cubanas, que foram tricampeãs. Afinal, foi uma das seleções que me inspiraram no vôlei. Quem sabe eu possa ser a Regla Torres (meio de rede tricampeã de Cuba) do século 21? Não custa sonhar - brinca a atleta.

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