sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Grand Prix: Brasil encontra uma Rep. Dominicana aguerrida na defesa porém vence a partida.

Nem De La Cruz. Nem Sheilla. Foi Gabi quem viveu uma jornada memorável nesta sexta-feira (9), diante da República Dominicana, pela segunda semana do Grand Prix. Dona de apenas 1,76m, a jovem ponteira se agigantou para ajudar o Brasil a virar uma partida que começou muito difícil em Mayaguez.

Ao todo, foram 25 pontos da protagonista máxima da quarta vitória da seleção, que anotou 3 sets a 1 e parciais de 20/25, 25/22, 25/12 e 25/18. Com o resultado, o Brasil foi a 11 pontos e empatou com o Japão na briga pela terceira colocação geral. As dominicanas, por sua vez, estacionaram nos seis e na nona posição.

Neste sábado (10), às 18 horas (de Brasília), o time de Zé Roberto volta a se apresentar em Porto Rico. O adversário da vez é a Bulgária, que soma seis tentos, mas tem uma partida a menos. Já as comandadas de Marcos Kwiek correm atrás da realibitação contra as donas da casa.

                                                                                                                                                                                                                                                                                        Divulgação/FIVB

Brasil teve muito trabalho nos dois primeiros sets

De La Cruz lidera R. Dominicana à vitória

O Brasil tomou um susto na abertura do jogo com a República Dominicana, que forçou tudo no saque para abrir 3 a 1. A defesa também esteve desatenta e deixou os ataques de De La Cruz e companhia caírem. Mas foi só o bloqueio crescer na rede para a seleção buscar as oponentes no marcador.

Após a parada obrigatória, porém, o time de Zé Roberto mostrou muita dificuldade para colocar a bola na quadra dominicana, o que fez a diferença saltar para três pontos. Imediatamente, Zé Roberto pediu tempo. Logo depois, sacou Monique e colocou Sheilla. A camisa 13 entrou bem e desafogou na virada de bola. Na defesa, também foi bem.

Neste embalo, o Brasil acordou de vez e passou a rodar com mais facilidade, obrigando Marcos Kwiek a parar o duelo. As caribenhas suportaram bem a pressão e voltaram a criar gordura na reta final. As sul-americanas, por sua vez, repetiram as dificuldades iniciais. Liderada por De La Cruz, mortal no ataque, a República Dominicana fez 25 a 20.

                                                                                                                                                                                                                                                                                      Divulgação/FIVB

De La Cruz foi muito bem no primeiro set
Brasil empata a partida
Sheilla foi escalada como titular para a segunda parcial. Mas nem a bicampeã olímpica conseguiu furar a defesa dominicana, que tocou em tudo que foi bola. Gabi foi quem teve mais lucidez no setor ofensivo, mas, sozinha, nada pôde fazer. Desta forma, as meninas de Marcos Kwiek chegaram ao tempo obrigatório com 8 a 5.

A parada fez muito bem para Fernanda Garay, que voltou à quadra com muita vontade de pontuar. Dani Lins percebeu o bom momento e concentrou bolas na ponteira. No fundo, a equipe verde-amarela também cresceu e ganhou contra-ataques. Desta forma, as brasileiras assumiram a condição de líderes (16/15).

Mas as sul-americanas voltaram a passar por um momento difícil depois da parada. As caribenhas se aproveitaram e tomaram o placar para si (18/19). No trecho decisivo, porém, De La Cruz e companhia sentiram e colecionaram erros. Foram dez no total. O Brasil se aproveitou muito bem para fechar em 25 a 22.

                                                                                                                                                                                                                                                                                      Divulgação/FIVB

Defesa da R. Dominicana tocou em muitas bolas
Brasil passeia no terceiro set
Depois de dois sets muito equilibrados, o terceiro seguiu um roteiro todo particular. Pelo lado brasileiro, tudo deu certo, desde o saque até o ataque. E ficou melhor ainda na boa passagem de Fabiana pelo serviço. Até Castillo sentiu o veneno da capitã e falhou na recepção.

Pelo lado dominicano, deu tudo errado. Nem o volume de jogo, que tanto tirou a paciência das oponentes nos dois sets iniciais, fez a diferença. De La Cruz também esteve discreta e não foi a jogadora decisiva de sempre. Com isso, Marcos Kwiek queimou os dois primeiros tempos antes da segunda parada técnica. De nada adiantou.

Com a confiança lá em cima, as brasileiras abriram um clarão de vantagem sobre as dominicanas, completamente sem forças para reagir. E graças aos ataques poderosos de Gabi, que seguiu como principal atacante do sexteto amarelo. A grande superioridade se refletiu no elástico placar: 25 a 12.

                                                                                                                                                                                                                                                                                           Divulgação/FIVB

Seleção subiu de produção a partir do segundo set

Seleção garante mais três pontos

A fraca apresentação na parcial anterior provocou mudanças na República Dominicana: Rodriguez e Vargas foram substituídas por Mambru e Arias. Mas nem com elas o Brasil diminuiu o ritmo. Muito menos Gabi, que venceu todas as disputas na rede para fazer a seleção abrir quatro tentos (8/4).

Garay também esteve muito bem e não desperdiçou nenhuma oportunidade na linha de frente. Diante do ritmo das sul-americanas, a caribenhas foram espectadoras de luxo dentro de quadra. Nem as tentativas de Kwiek de fazer o grupo recuperar o bom voleibol surtiram efeito.

De ponto em ponto, o Brasil aumentou a diferença para a República Dominicana, que ainda se esforçou para forçar o tie-break. Mas estava difícil. Antes de garantir mais três pontos, o Brasil ainda recebeu a estreante Claudinha, que entrou na inversão do 5-1. E foi em um erro das adversárias que a seleção deu números finais ao confronto.


fonte: SaqueViagem

Nenhum comentário:

Postar um comentário