quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Superliga: Bernardinho ataca nova regra de pontos imposta pela CBV


Em agosto, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) confirmou que as Superligas masculina e feminina 2013/2014 terão sets de apenas 21 pontos, ao invés dos 25 habituais. A mudança foi testada em jogos do Campeonato Paulista e tem o aval da FIVB (Federação Internacional de Vôlei). A novidade foi pensada para se adaptar melhor às transmissões de televisão, já que alguns jogos são considerados longos demais. O técnico Bernardinho disse não concordar com as mudanças.

- Confesso que estou um pouco apreensivo com a história dos 21 pontos dos sets, acho que não é uma decisão acertada da CBV. É errada por dois motivos: primeiro porque não se deve fazer um teste em uma competição tão importante quanto a Superliga e em segundo lugar, é uma decisão unilateral. A Superliga não é da CBV e sim dos clubes. Isso está errado em todos os aspectos. Eu sou contra os 21 pontos, acho que tem que ser testado em outras competições antes de se tornar uma regra. A partir do momento que se torna uma regra, nós vamos sempre respeitar essas regras, mas o problema é eles terem imposto isto desta maneira - disse Bernardo.

O comandante da seleção brasileira masculina e da equipe feminina do Rio de Janeiro falou também sobre outras maneiras de diminuir o tempo das partidas sem mudar o roteiro de um jogo.

- Acho que é muito mais importante mexer no regulamento antes, porque se você mexe na pontuação você muda a história do jogo. Poderiam mexer no tempo morto, ou seja, os intervalos entre os ralis que são muito longos. Isso foi medido e a média fica em torno dos 25 segundos. Se cair para 15 segundos, diminuímos 10 segundos de cada intervalo e certamente as partidas seriam bem mais enxutas. Assim não se tirariam pontos importantes que é o que o público quer ver. Não se pode tirar uma parte da partida jogada, e sim mexer neste tempo morto, essa seria a decisão mais adequada

Bernardo ainda tem esperança que a novidade não seja concretizada. Ele acredita na força dos dirigentes dos clubes e lembra da importância da opinião deles na decisão.

- Eu não fui consultado como público ou como treinador, eu sou contra e espero que os clubes se levantem e barrem essa decisão. Isso é fora de propósito, é inadequado para uma competição importante como a Superliga. Nós precisamos da televisão obviamente, mas deveriam ser testadas outras coisas antes de mexer na regra da partida.

Para finalizar, Bernardinho lembrou da história do esporte, e disse que algumas mudanças no passado não deram certo.

- Já tivemos decisões como esta. Nós aprendemos estudando história e no passado fizemos uma série de testes que nunca vingaram. A Superliga não é para ser testada, podemos testar no Paulista, em campeonatos menores, no regional, em um campeonato mundial sub-23, que é uma nova invenção da Federação Internacional que nem deveria existir, mas não na Superliga que é a principal competição de clubes do país - concluiu o técnico.

Um comentário:

  1. Concordo, para variar as federações nas mãos da redes de televisão!

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