segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Superliga: 'Não aguento mais ver Rio e SP na final', diz Mari no Praia Clube


Inúmeros títulos conquistados pelo Osasco, Rio de Janeiro, São Caetano, Pesaro (Itália) - cuja temporada disputada pela brasileira venceu todos os campeonatos, perdendo apenas um jogo e entrando para o Guinness Book -, Fenerbahce da Turquia, medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim, no Pan Americano de 2011 e nos Grand Prixs de 2004, 2006, 2008 e 2009 pela seleção brasileira. Com esse currículo formidável e digno de mérito, Marianne Steinbrecher, ou simplesmente Mari, chegou a Uberlândia para reforçar o Praia Clube na temporada e é enfática ao dizer que desejou recomeçar a carreira no Brasil de forma diferente.

- Eu cansei dos grandes centros, desse eixo Rio-São Paulo. Queria ir para um lugar mais tranquilo do que as capitais. E se eu já não aguento mais ver Rio de Janeiro e São Paulo na final da Superliga, imagina vocês - disse sorrindo descontraída.

De descendência germânica e russa, a ponteira e oposta de 30 anos atuava pela equipe turca até sofrer uma torção no joelho e necessitar de cirurgia. A atleta optou por voltar ao Brasil e realizar todos os procedimentos médicos. Foi operada em abril e a previsão para a recuperação total é de pelo menos cinco meses. Com o destino incerto, a proposta de contratação do Praia Clube veio no momento ideal e, para a alegria dos fãs, Mari volta à ativa e à principal competição nacional de voleibol.

- Eu queria estar em um time que eu pudesse me recuperar tranquilamente. Eu estava mantendo contato com o clube há algum tempo e já gostava dessa cidade, da estrutura aqui, que não deve nada para nenhum time de nenhum lugar do mundo - comentou.

Vôlei por imposição, continuidade por paixão
Natural da capital paulista, a atleta morou em Rolândia, no Paraná, onde começou a carreira como oposta. Por crescer demais na adolescência, Mari começou a ficar encurvada e recebeu a orientação médica de que deveria praticar algum esporte para correção postural. As primeiras oportunidades vieram pelo futebol e o basquete, mas foi no voleibol que a campeã olímpica se encontrou depois de ser praticamente obrigada pela mãe.

Mari começou a jogar aos 14 anos de idade, sem esperar muito do esporte, no entanto, o treinador da única equipe feminina de Rolândia percebeu o potencial da jogadora e cobrou empenho. Mudou-se para Londrina para jogar como meio-de-rede no Grêmio Londrinense. A dedicação ao esporte levou Marianne a jogar na ponta, pelo Osasco e, posteriormente, conquistar seu espaço no cenário nacional sendo uma das grandes estrelas da atual geração.

Expectativas para a temporada
Ao ser apresentada oficialmente pelo clube, a jogadora contou que sempre admirou o time, pois quando jogava contra sabia da força da equipe, que dava trabalho para ser derrotada. Para a temporada, Mari conta com a recuperação do joelho, já pensando na dedicação total ao Praia.

- Não sei se vou iniciar jogando, até porque a Superliga adiantou um pouquinho neste ano. Mas vou dar o meu melhor e tenho certeza que vamos dar ainda mais trabalho, porque temos grandes chances de surpreender e o Spencer faz um trabalho incrível aqui. Ele vai saber o que fazer - afirmou.

Fora de quadra
Sobre o Praia Clube, Mari contou uma conversa dos bastidores.

- Como eu estava fora não acompanhei muito, mas todo mundo falava que estava duro de ganhar do Praia Clube. A Fofão [levantadora do Rio de Janeiro], inclusive, comentou comigo que se a Herrera não tivesse machucado elas não teriam conseguido superar o time.

Depois de reverenciar a estrutura praiana e admirar Uberlândia, a campeã olímpica voltou a dizer sobre o grupo e as chances de fazer uma boa competição.

- O time está muito bom e redondo. Com o grupo que já tinha, mais essas novas contratações, o clube terá um poderio de ataque muito maior. Não vou prometer nada. Não sei se vamos chegar à final e acabar com todo mundo, mas vamos fazer jogos muito bons e jogar de igual para igual com todos os oponentes, isso eu garanto - ponderou.

Mari atua na ponta, mas também já foi meio-de-rede e oposta. Foi contratada pelo time uberlandense para começar como oposta, contudo, ressaltou que é uma atleta versátil e que se adapta em qualquer posição que a comissão técnica achar relevante, seja na rede ou como passadora.

 Fonte: Globoesporte.com

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