quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Club World Championship: Karine aproveita chance na Suíça e sonha reencontrar rivais


Há dois meses e meio a vida mudou completamente. Uma porta se abriu na Suíça e Karine não pensou duas vezes. Resolveu passar por ela e encontrou do outro lado um desafio pelo qual aguardava. Depois de três anos na condição de reserva de Fabíola (o primeiro no Pinheiros e os outros dois no Osasco), a levantadora ganhou a posição de titular no Volero Zurich. Ganhou também a chance de poder colocar mais um título do Mundial de Clubes no currículo. Campeã na edição passada defendendo o Osasco, Karine e suas novas companheiras estreiam na competição nesta quinta-feira. O adversário das anfitriãs será o chinês Ghangdong Evergrande.

Desde que deixou o Brasil não há um dia em que Karine não se emocione ao ler mensagens de fãs e amigos. Sente falta do antigo time, do ambiente e do calor da torcida. Até hoje carrega um sentimento incômodo, busca explicações para tentar entender o que aconteceu na final da última Superliga, quando o troféu que parecia nas mãos da equipe paulista foi parar nas do Rio de Janeiro. Apesar da distância, a rivalidade ainda está viva para ela, assim como o gosto amargo daquele revés. A possibilidade de poder voltar a enfrentar as eternas adversárias na fase decisiva do torneio motivam ainda mais a jogadora de 34 anos. Na terça-feira, elas mediram forças num amistoso preparatório.

- Sair de Osasco foi uma decisão muito complicada porque eu me sentia em casa. Mas foi uma grande oportunidade que surgiu no momento em que estava preparara para ela. E esse momento de poder voltar a jogar com o Rio de Janeiro era esperado. A gente teve o último jogo na Superliga, que foi um 3 a 2 amargo. Fizemos 2 a 0 e perdemos. Foi bem dolorido para nós e para a torcida, que ainda sente aquela derrota. Agora é um novo campeonato, um novo time e ainda estamos buscando entrosamento. Não posso trazer a carga de expectativa de outra história para esse projeto, mas existe uma pontinha de eu quero algo mais. Tenho o coração em Osasco. O time e a cidade fazem parte da minha história. Vamos ver o que vai acontecer. Podemos nos encontrar na semifinal ou na final - ri Karine, que coloca a equipe de Bernardinho e o turco VakifBank Istanbul como as grandes forças da competição.

Em sua terceira participação consecutiva no Mundial, a levantadora espera poder realizar um bom trabalho e fazer com que as companheiras encontrem seu melhor jogo. Acredita no trabalho e aposta na evolução do grupo, que conta com a central sérvia Mira Golubovic e a líbero japonesa Yuko Sano, medalha de bronze nos Jogos de Londres.

- Nosso time tem outras atletas que também já foram campeãs e isso tem sido fundamental. Nesse torneio não dá para baixar a guarda um segundo sequer. Se deixar a peteca cair um minuto, acabou. Sei que meu papel é fazer com que todo mundo consiga se encaixar. Para ser titular você tem que mudar a cabeça completamente. Uma coisa é sentir o jogo de fora e entrar para tentar mudá-lo. Outra é estar lá dentro para fazer o trabalho do início ao fim. Mas estou com a cabeça certa no momento certo. Tive paciência para esperar a hora certa das coisas e hoje estou colhendo os frutos. Não é facil ser a primeira e nem a segunda levantadora (risos). A responsabilidade é grande e só estou pronta porque tive a oportunidade de ver o trabalho da Fabíola o tempo todo e contei com a ajuda dela para chegar aqui. Agora a expectativa é muito legal. Vamos jogar em casa e a equipe está super animada por tudo o que pode render para o grupo e também a continuação da temporada.

fonte: Globoesporte.com

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