quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Superliga: Jogando fora de casa, Sesi passa pelo Minas

Foto: Pedro Mol/Mundo do Vôlei
No primeiro jogo da Superliga que aconteceu na casa das mineiras, o Sesi-SP não teve muitas dificuldades de passar pelas donas da casa. A partida, um 3x0 (21/15, 21/14 e 21/19), durou pouco mais de uma hora e foi mais disputada na última parcial.


O JOGO
No primeiro set, até a segunda parada técnica, o jogo estava disputado. Depois disso, a equipe do Sesi soube aproveitar contra-ataques, o que rendeu às visitantes a vitória da primeira parcial. No segundo set, o Minas estava muito nervoso, cometendo muitos erros no passe, o que dificultava o ataque e facilitava o sistema bloqueio/defesa das paulistas. Não se via qualquer chance de reverter o quadro da segunda parcial, que também terminou em vitória do Sesi.

O terceiro set foi o mais disputado da partida. Alternando a liderança da parcial a todo momento, as minastenistas apertaram o jogo, erraram menos e a ponteira Maiara cresceu na partida, virando muitas bolas de contra-ataque. A americana Alaina foi substituída por Sthefanie, que marcou pontos de ataque na rede e pelo meio-fundo. Ainda com todo o esforço das mineiras, não foi possível tirar a vitória do Sesi, que encerrou a partida com Pri Daroit como melhor em quadra.

ANÁLISE
O Minas é um time muito diferente da temporada passada. Muitas jogadoras que nunca jogaram juntas, muitas juvenis e atletas com pouca experiência. O passe ainda está longe de ser o ideal, até porque Queiroga, o técnico, mexe com as peças de recepção toda hora. Fernanda, Maiara e Carla estão nesse constante troca-troca. As centrais têm sido pouco utilizadas, já que o passe não sai com a perfeição necessária para haver bolas mais rápidas e, assim, desafogar um pouco as atacantes de extremidade. Giovana, a jovem levantadora de 19 anos, ainda não conseguiu sincronizar a bola com a oposta Alaina. Enquanto a levantadora parece chutar mais a bola, Alaina tem uma passada mais lenta. É normal que não haja esse entrozamento, já que o time é novo e estamos no início de temporada, mas se espera que o Minas consiga jogar mais "redondo", com menos erros, com mais coesão entre a levantadora e as atacantes, porque há muitas jogadoras talentosas, com grande potencial, que agora precisam tomar mais a cara de time, e não de potenciais isolados.

O Sesi vem apresentando um vôlei bem interessante. A levantadora Carol Albuquerque, campeã olímpica e muito experiente, coloca todas as atacantes para rodar. Sobre esse fato, algumas conclusões: o passe está bom. Caso o passe não fosse, na maioria das vezes, o "A" (que possibilita o levantamento para todas as atacantes), Carol não teria tamanha variedade na distribuição. Vale ressaltar que o time do Minas sacou muito bem na partida de hoje e, ainda assim, a linha de passe do Sesi entregou a bola na mão da levantadora. Ivna parece bem adaptada à novidade de ser titular em um grande time e, tanto na rede quanto no fundo, tem boa passagem no ataque. Fabiana, muito questionada às vezes em relação ao seu rendimento, é efetiva praticamente em todas as bolas. A sintonia da meio-de-rede bicampeã olímpica com Carol proporciona chinas muito velozes e bonitas de serem vistas. Pri Daroit, por sua vez,  é eficiente no passe e no ataque. Hoje, por exemplo, marcou muitos pontos na diagonal média/curta que nem mesmo a eficiente líbero do Minas, a experiente Arlene, conseguiu defender. Com Ju Costa fora do jogo, Daroit foi a referência do ataque para o time do Sesi, por mais que todas as jogadoras estivessem bem nesse fundamento.

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