domingo, 24 de novembro de 2013

Campeonato Paulista: Sesi-SP vai bem contra Amil e fica perto da final

A volta de Dani Lins ao Sesi-SP não poderia ser mais oportuna. E também feliz. Liderada por suas habilidosas mãos, a equipe da casa abriu a série semifinal do Paulista feminino com uma boa vitória sobre o Vôlei Amil, na tarde deste domingo (24), na capital. Ao todo, foram quatro sets de batalha, que terminaram com parciais de 21/19, 21/19, 17/21 e 21/18.

Para chegar pela primeira vez à desejada decisão, o Sesi-SP precisa agora lidar com o caldeirão das campineiras, que recebem a segunda partida na terça-feira (26), às 18h30 (de Brasília). Um triunfo basta ao representante da capital. Já o elenco do interior precisa vencer o tempo normal e também o golden set. O vitorioso lado encara Molico/Osasco ou Pinheiros.

Em final quente, Sesi-SP leva a melhor
Contrariando as expectativas, o ginásio da Vila Leopoldina não lotou para a primeira semifinal do Estadual. Os presentes assistiram a um primeiro set dos mais disputados, mas com início favorável às meninas da casa, que jogaram desfalcadas de Ju Costa, com uma lesão na lombar. Em seu lugar, Dayse atuou e segurou o passe.

Já as campineiras sofreram na recepção. Nem a líbero Michelle conseguiu facilitar a vida da levantadora Claudinha. Atento, o Sesi-SP se aproveitou para colocar 13 a 7 de vantagem. Depois de dois pedidos de tempo de Zé Roberto, a situação ficou melhor do lado azul. Aí foram as anfitriãs que passaram apuros. Mas Bia, na china, não deixou o Amil chegar e marcou 21 a 19. 

Sesi-SP vira no final e coloca 2 a 0
Dispostas a empatarem a primeira semifinal, as campineiras tomaram algumas providências. A primeira delas foi errar menos. A segunda foi colocar pressão sobre as donas da casa. E deu muito certo. A equipe de Talmo sentiu e tomou ponto atrás de ponto. Até parecia que a parcial seria das visitantes.  

Sem ver a equipe reagir, Talmo fez a inversão do 5-1 com Carol Albuquerque e Ivna (3/8). Mas a equipe seguiu mal em quadra, o que obrigou o treinador a solicitar tempo. A estratégia deu certo, e o Sesi-SP diminuiu a distância para três. Aí foi Zé Roberto quem parou o jogo (9/12). Claudinha pagou o preço pelo mau momento do grupo e cedeu o lugar para Pri Heldes (11/12). 

No embalo da torcida local, as meninas de Talmo alcançaram as oponentes com 15 a 15. A partir daí, a partida ficou ainda mais nervosa e recheada de reclamação, em especial da parte das campineiras. Nas arquibancadas, a temperatura também subiu. E a festa ficou maior diante da bela virada das paulistanas, que colocaram 2 a 0 no marcador.  

V. Amil vira no final e diminui a desvantagem
Em uma situação complicada, o Vôlei Amil acelerou o passo para diminuir a confiança do Sesi-SP, a um set da vitória na primeira semifinal. O problema é que o time de Dani Lins também queria o resultado. Desta forma, as duas equipes não economizaram esforços nas primeiras trocas de bola da terceira parcial.

Duas falhas de Dayse na recepção, no entanto, levaram a trupe de Natália para a liderança. Nada que abalasse o elenco da Vila Leopoldina, que manteve a frieza para marcar a quadra das adversárias (13/12). Insatisfeito com a desatenção das pupilas, sobretudo na cobertura, Zé Roberto apertou o botão de tempo. 
 
E tudo ficou mais difícil diante dos erros. Tandara exagerou na força e jogou o saque para fora. O Sesi-SP também teve seus méritos. O fundo tocou em tudo que foi bola. Além disso, o bloqueio leu bem as jogadas de Claudinha. Os rumos do set passaram a mudar a partir da ida de Richards para o saque. Pressionado, o Sesi-SP se perdeu e deixou escapar a vitória (17/21). 

Equipe da casa sai na frente na semi
O revés não fez bem ao Sesi-SP, que começou bastante devagar a quarta parcial. Preocupado, Talmo teve que pedir tempo com 4 a 1 contrários. A conversa surtiu efeito, e o sexteto de branco passou a colocar mais dificuldade sobre o outro lado. Neste embalo, o duelo voltou a ficar equilibrado, com os dois semifinalistas se revezando na liderança. 

O duelo ficou também mais longo, fruto dos muitos ralis. No mais impressionante deles, Neneca fez os gritos nas arquibancadas aumentarem ao bater cruzado. Natália, por sua vez, não teve a mesma competência e, em outra troca longa, mandou o ataque para fora (11/10). Mas não foi só de defesa que viveu o clássico. 

As pancadas foram fortes. Suelen sentiu na pele e tomou um torpedo de Tandara no rosto, que se deu ao trabalho de atravessar a rede para pedir desculpas. Com a bola em jogo, o Sesi-SP voltou a mostrar força, apesar dos muitos erros de saque. A sorte foi que o ataque funcionou. O bloqueio idem. No erro de Walewska, as anfitriãs fecharam em 21 a 18. 
 


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