terça-feira, 19 de novembro de 2013

Superliga: Minas e Pinheiros se enfrentam em fases diferentes de renovação


O duelo desta TERÇA-FEIRA (19.11), na Arena Vivo, em Belo Horizonte (MG), pela Superliga Feminina 13/14, colocará frente a frente dois elencos reformulados recentemente, mas em diferentes etapas do processo. Enquanto o Minas Tênis Clube (MG) disputa a competição com uma equipe bastante jovem que vem ganhando experiência, o Pinheiros (SP) começa a colher os frutos da manutenção do grupo formado há uma temporada. A partida é válida pela primeira rodada do turno e acontece às 19h30 (de Brasília).
Membro da comissão técnica do time desde 2005, Marco Antônio Queiroga, atual técnico do Minas, explica a reformulação do elenco e não se abate pelo rendimento abaixo do esperado neste início de campeonato.

- A proposta do clube é sempre participar das principais competições do esporte nacional. Sendo assim, fizemos uma grande renovação e estamos tentando montar uma equipe para as próximas temporadas. Tendo em vista as nossas adversárias, os resultados até agora estão totalmente dentro da normalidade, até pela diferença de orçamento e por estarmos enfrentando as melhores jogadoras de voleibol do mundo - declarou Queiroga, citando os confrontos contra Banana Boat/Praia Clube (MG), Sesi-SP, Vôlei Amil (SP) e Molico/Nestlé (SP).

-Agora, teremos o Pinheiros, que, apesar de não ter um orçamento tão elevado, talvez tenha hoje o melhor conjunto da Superliga, então eu o colocaria nesse grupo dos favoritos - elogiou o treinador.

Queiroga fez uma previsão de crescimento do rendimento de sua equipe, e destacou uma das peculiaridades de se treinar um time tão jovem.

- Depois da final do Mineiro, enfrentaremos a Unilever e a partir daí, sim, acreditamos que podemos encontrar o nosso melhor jogo. Até pela baixa média de idade do nosso time, temos de lidar com mais uma coisa na Superliga que é a separação do ídolo e do companheiro de profissão. Quando o Brasil foi campeão olímpico pela primeira vez, em 2008, muitas das nossas meninas tinham em torno de 12 anos, elas acompanharam essas jogadoras e eram fãs - lembrou.

Jogadoras ‘compram ideia’ e trabalho dá resultado no Pinheiros

O tradicional Esporte Clube Pinheiros estreou na Superliga no primeiro ano da competição, em 1994, e desde então acumula participações em todas as edições. Mas não é só de tradição que vive o clube, que reformulou sua equipe de vôlei feminino há uma temporada e agora vem conseguindo resultados expressivos na Superliga 13/14. De acordo com o técnico Wagner Coppini, o Wagão, os méritos deste bom início cabem principalmente às jogadoras.

- Conseguimos manter a base, então já saímos na frente do ano anterior, quando trouxemos praticamente todas as atletas para a montagem do elenco. Baseados no nosso desempenho no ano passado, que foi bom, mesmo com pouco entrosamento, pudemos fazer algumas contratações pontuais que tornaram o nosso grupo bastante forte. Eu acho que isso tudo se deve a uma aposta das jogadoras, que não se deixaram levar por valores após a última temporada, compraram a ideia e ficaram aqui para ter reconhecimento dentro do clube - declarou o treinador.

Sobre o jogo desta terça, o comandante da equipe paulista não se baseia na campanha das mineiras, que ainda não venceram na competição, e prevê duelo equilibrado.

- Vai ser um adversário muito difícil, como sempre é quando jogamos contra o Minas na casa delas, já que a torcida comparece e participa muito. E a equipe delas ainda está buscando o entrosamento com algumas jogadoras que chegaram para essa competição. Da nossa parte, não existe preocupação com invencibilidade, acho que é uma carga desnecessária para um grupo tão jovem carregar - destacou, tentando evitar algum tipo de pressão sobre as suas jogadoras.

Wagão também traçou um panorama do campeonato nacional e valorizou os duelos que serão travados após a Copa dos Campeões, no Japão, onde as seleções masculina e feminina estão buscando mais um título.
- Sempre aponto cinco times, não só pelo investimento, mas pelo talento e trabalho das pessoas que os compõem, como favoritos. Sendo assim, temos oito adversários diretos na briga pelas virtuais três vagas que restam para os playoffs. A projeção para a Superliga depois da parada é vencer esses oponentes diretos e buscar a classificação para, aí sim, fazer algo diferente nas finais - encerrou o treinador, que comanda o time desde 2007.

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