quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Vôlei Nacional: Sem receber, Riad segue no Rio de Janeiro, mas desabafa: 'Fomos traídos'

(Foto: Alexandre Arruda/CBV)

A derrota para o lanterna Taubaté na terceira rodada do segundo turno da Superliga Masculina de vôlei por 3 sets a 0, parciais de 21 a 9, 21 a 13 e 22 a 20, mostrou que o time do Rio de Janeiro vem sofrendo com o desmanche de seu elenco. Sem receber desde outubro, atletas como o levantador Bruninho procuraram outros caminhos na carreira e deixaram o atual campeão. Outros jogadores que eram pagos pela empresa OGX, que faliu e abandonou o projeto, seguem no grupo, mas não escondem a insatisfação.

O central Riad, por exemplo, contou que nunca havia passado por uma situação desse tipo em toda sua carreira. Apesar de garantir que seguirá no plantel, ele disse que apoia a decisão dos companheiros de procurarem novos clubes para atuar. O camisa 15 fez um desabafo diante do momento.

- Essa situação afeta demais, principalmente para quem vinha de um temporada linda e acreditava que essa seria a concretização de todo um planejamento. Sempre demos um voto de confiança ao projeto e, apesar do semblante triste, vamos levar a esperança para dentro de quadra a cada partida, lutando até o final. Nunca tinha passado por algo assim. Fomos abandonados e traídos por muitas pessoas. Não pelos jogadores que saíram, claro que não. Apoiamos eles; Concordo com eles e acho que até demoraram demais para sair - desabafou o camisa 15.

De acordo com o jogador, seu procurador o chamou para uma conversa e perguntou se poderia deixá-lo disponível para entrar em negociações no mercado de transferências. Riad negou. Ele prefere esperar e torce para que um novo patrocinador aposte no Rio de Janeiro. Mas a rotina diária não tem o mesmo sabor que na temporada 2012/2013.

- Estou vindo todo dia. Meu procurador veio perguntar se poderia se mexer e eu disse que não. Entendo e respeito quem saiu, mas cada um tem um planejamento. Minha ideia é ficar até o final, mas é claro que está complicado. Quanto à torcida, o carinho continua igual. Isso não mudou. Eles sempre estão no Tijuca para nos ver. Vamos lutar, mas é difícil - comentou.

Na mesma situação que Riad, o líbero Mário Jr. negou ter propostas. Ele explicou que o mercado para um jogador de sua posição é restrito, já que cada equipe tem apenas um como titular. Considerado um dos mais experientes do grupo, o atleta afirmou que uma de sua motivações ao entrar em quadra é seguir sendo convocado para defender a seleção brasileira.

- O mercado é mais restrito para líbero, já que cada time tem um só. Nas outras posições, o mercado é grande. Eu nem penso na próxima temporada, venho todos os dias e trabalho para voltar a ser convocado para a seleção, porque tenho chances. Estou vivendo isso a primeira vez na minha vida. É um que sai, é outro que vai. Meu papel no momento é apoiar o time, dar força, unir os jogadores no momento de dificuldade. É jogar por prazer e seguir em frente. Mal ou bem temos muitos pontos e podemos nos manter entre os oito - concluiu.

créditos: globoesporte.com

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