quinta-feira, 8 de maio de 2014

Superliga: Clubes reprovam redução de pontos, e CBV não recomendará troca à FIVB


A redução de 25 para 21 pontos por set sugerida pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) até cumpriu seu objetivo de diminuir o tempo de partida. A duração média dos jogos caiu de 2h06 para 1h43 minutos entre os homens e de 1h51 para 1h40 minutos entre as mulheres, em comparação com a temporada 2012/2013. Mas a medida não agradou nas quadras brasileiras. Testada durante a Superliga 2013/2014, a experiência foi amplamente rejeitada pelos clubes em pesquisa realizada após o término da temporada, e a adoção definitiva dos sets de 21 pontos não será recomendada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) à entidade máxima da modalidade.

- A adoção da nova regra cumpriu seu papel. Os jogos de fato ficaram mais rápidos, porém isso exigiu uma adaptação na maneira dos clubes administrarem suas equipes e no estilo de jogo dos atletas. A percepção é de que este benefício não compensa para o desenvolvimento da modalidade - explicou o diretor de Competições Quadra da CBV, Renato D´Avila.

O executivo reforçou que na próxima temporada a Superliga voltará a ser disputada em sets de 25 pontos.

- Os sets de 21 pontos foram adotados em caráter experimental na última Superliga, a pedido da FIVB. Na próxima temporada, voltaremos ao sistema de pontuação normal, de 25 pontos, a não ser que a FIVB adote a regra testada para todo o voleibol mundial.

A redução do número de pontos por set testada numa das principais ligas do mundo foi uma das alternativas encontradas pela FIVB para tentar reduzir o tempo médio de jogo, medida que tinha como objetivo tornar o vôlei um produto cada vez mais atrativo para TVs, patrocinadores e torcedores.
Dos 26 times participantes, 15 responderam o questionário elaborado pela FIVB e foram unânimes ao afirmar que as chances de recuperarão em um set de começo difícil se tornaram pequenas. Além disso, indicaram que a nova regra foi a principal razão para determinados atletas terem tido pouco tempo de jogo na competição.
A maioria também não viu os benefícios almejados pela FIVB: 93% entendem que a regra não ofereceu mais ritmo ao jogo nem deixou os atletas mais focados em quadra. Já 73% afirmaram que o jogo tampouco se tornou mais dinâmico.

- A CBV se propôs a fazer o teste e, em paralelo, fazer o estudo dos resultados e a pesquisa junto aos clubes. Os dados mostram que a iniciativa não trouxe os ganhos esperados ao esporte. Cabe à CBV ouvir os clubes em relação ao teste. Se a maioria acha que não vale a pena recomendar a adoção da regra para a FIVB, não há por que recomendar - concluiu D’Avila.

fonte: globoesporte.com

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