quinta-feira, 23 de abril de 2015

Superliga: Fabi e Camila Brait são sinônimos de qualidade no fundo de quadra


Em 2014, a líbero Fabi, do Rexona-Ades (RJ), decidiu se aposentar da seleção brasileira feminina de vôlei, finalizando uma das mais vitoriosas carreiras com a camisa verde e amarela. A responsabilidade de substituir a jogadora da equipe carioca na seleção ficou com a líbero Camila Brait, do Molico/Nestlé (SP), que com atuações inspiradas, ajudou o Brasil a conquistar o décimo título do Grand Prix e a medalha de bronze do Mundial. Neste domingo (26.04), as duas jogadoras estarão frente a frente quando suas equipes decidirão pela décima vez a Superliga feminina de vôlei. O jogo será disputado às 10h15 na Arena da Barra, no Rio de Janeiro (RJ) e, terá transmissão ao vivo da TV Globo, do SporTV e da Rede TV.

Com sete títulos no currículo, Fabi lembra com carinho da sua primeira final da Superliga pelo time carioca na temporada 05/06. Na ocasião, o Rexona-Ades venceu justamente o time de Osasco (SP) por 3 jogos a 2, quando a decisão ainda era disputada em melhor de cinco partidas.

“A minha primeira temporada no Rio foi muito especial. Sempre tive o sonho de jogar com o Bernardo e foi a primeira despedida da Fernanda Venturini. Era um time muito talentoso, tanto que as jogadoras tiveram carreiras de muito sucesso. Faziam parte daquele time jogadoras como Sassá, Jaque, Fabiana, Thaisa e Renatinha, além da Fernanda. Cada ano tem uma história diferente e sempre lembro como é difícil chegar em uma final”, disse Fabi.

Experiente em decisões, Fabi se prepara para disputar sua 11ª final da Superliga, a jogadora não aponta um favorito para o jogo deste domingo.

“Quando falamos de uma final com jogo único é difícil apontar um favorito. Fizemos uma temporada muito bacana e o Molico/Nestlé foi um pouco irregular, mas quando falamos de Osasco sabemos que isso não quer dizer nada. Ano passado foram elas que fizeram uma temporada muito boa e acabaram perdendo os jogos decisivos para o Sesi-SP. Em jogo único tudo pode acontecer. Vejo as equipes em igualdade de condições e tenho um respeito muito grande pelo time de Osasco e suas jogadoras, que se reinventam em cada temporada, como a Dani Lins e a Thaísa. É um time experiente e acostumado a decisões. São nove finais entre as duas equipes e o torcedor assistirá mais um capítulo dessa história”, afirmou Fabi, que ainda fez questão de elogiar a líbero Camila Brait, do Molico/Nestlé.

“A Camila só me traz orgulho. É muito bom ver o crescimento dela. Eu não tinha nenhuma dúvida que ela seria brilhante. Ela já é uma referência não só de Osasco, mas da seleção brasileira. A Camila chama muita atenção pelas suas atuações. Ela me faz dormir com a consciência mais tranquila das minhas decisões tomadas. Para mim, a atuação dela no Mundial foi excelente. É mais uma das jogadoras que pode fazer a diferença no time de Osasco”, analisou Fabi, de 35 anos.

No Molico/Nestlé, a líbero Camila Brait, de 26, tem em Fabi um exemplo para a carreira.

“A Fabi sempre foi uma inspiração e tenho um respeito muito grande pela pessoa e jogadora. É muito difícil jogar contra ela, que consegue estabilizar o fundo de quadra do Rexona-Ades. Por isso, vamos precisar de uma atenção especial no saque”, afirmou Camila Brait.

A líbero do Molico/Nestlé, que já venceu a competição duas vezes, tem como uma das recordações mais marcantes na Superliga, seu primeiro título, na temporada 09/10.

“Eu era muito nova e conseguimos uma virada incrível no ginásio do Ibirapuera lotado. A Natália fez 28 pontos naquela partida e vencemos o jogo no quinto set. Cada final tem uma história diferente, mas aquele duelo foi inesquecível”, lembrou Camila Brait, que ainda elogiou o poder de recuperação do time de Osasco nessa temporada.

“Chegamos muito bem para a decisão. Fiquei muito feliz com a nossa recuperação. Não começamos bem a Superliga, mas crescemos em um momento importante da competição e os jogos da semifinal contra o Sesi-SP motivaram muito o grupo”, garantiu Camila Brait.

Rexona-Ades faz o primeiro treino na Arena da Barra

O Rexona-Ades (RJ) foi a primeira equipe a treinar no palco da grande decisão da Superliga feminina de vôlei 14/15. Na manhã desta quarta-feira (22.04), a equipe carioca, que enfrentará o Molico/Nestlé (SP) na grande decisão, realizou o treinamento na parte da manhã na Arena da Barra, no Rio de Janeiro.

A levantadora Fofão, que tem quatro títulos da competição, elogiou o palco da decisão e garantiu que a preparação das cariocas tem sido a melhor possível.

“É diferente, mas ao mesmo tempo é bem gostoso. É um ginásio grande, mas não é daqueles que a gente se perde, não tem aquelas luzes grandes que atrapalham, as referências são boas, está aprovado. Foi bem tranquilo o primeiro treino. Estamos nos preparando 100% para jogarmos em nossa casa e darmos o nosso melhor”, finalizou Fofão.

Por opção, o Molico/Nestlé chega ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (23.04) e, por isso, não treinou no ginásio da final nesta quarta-feira.

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